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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Minha vida é um trailer: Viagens


Quem me conhece, ou é leitor regular deste blog, sabe como odeio, ODEIO, O-DEI-O, viajar. Tem que fazer malas, carregar malas, sempre esqueço algo que se torna ao longo da viagem, essencial e eu detesto o deslocamento, mais que tudo. Ida e Volta. Cansa, irrita, demora. Mas, por outro lado, quando estou no lugar para o qual eu viajei, eu adoro estar lá.

Conhecer outras culturas, comidas, idiomas, tudo isso me apaixona. E nisso coincido com minha mulher. A diferença é que para ela, a viagem começa quando tranco a porta de casa, e para mim, é quando eu chego lá, onde quer que seja lá...

Nas festas de 2013 para 2014, viajamos. Viajamos para comemorar nossos cinco anos de casado, para comemorar nossas férias depois de um ano que trabalhamos feito burros de carga, viajamos para falarmos mais. E foi ótimo.

Nosso roteiro começou em 14 de dezembro, quando fomos para Buenos Aires, e ficamos uma semana lá, na casa da minha cunhada. Em 21 de dezembro, fomos para Mar del Tuyu, cerca de duas horas de Mar del Plata, onde ficamos até o dia 31, e vagamos pela praias locais, Las Toninas, Santa Terezita, Costa del Leste e, claro, o mar.

Voltamos para Buenos Aires, na casa da Dalia, por dois dias, quando partimos para Mendoza, onde ficamos mais 11 dias, vagando entre Uspallata e redondezas, subimos a montanha mais alta da região da Cordilheira dos Andes, 4500 metros de altura acima do nível do mar, e cruzamos a fronteira simbólica entre Argentina e Chile, no Cerro Cristo. Fomos para Mendoza capital também, mas nos esquivamos do roteiro de vinhos e voltamos para Buenos Aires, de onde voltamos para o Brasil.

Impossível descrever o prazer e a alegria de vivenciar tantas locações, falar com tantas pessoas, provar tantas comidas e bebidas. Em Uspallata ficamos em um albergue, que coroou a experiência com a presença forte de estrangeiros, com quem falamos inglês, espanhol, português e arranhei meu alemão.

Odeio sair para viajar, mas quando estou lá, estou lá de corpo, alma e alegria.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Minha vida é um trailer: Casa própria


O sonho de quase qualquer ser humano é comprar a casa própria, seu próprio teto, seu próprio chão. Melhor do que aqueles 7 palmos que aguardam por todos nós, inevitavelmente, o solo próprio em vida é segurança, é uma necessidade.

Minha esposa, ao ver esse trailer, falou: "não sei se quero ver nossa casa como um trailer de terror", mas sejamos francos, se o Iluminado consegue transformar um hotel no alto de uma montanha, num lugar paradisíaco, em algo tétrico, nossa casa era piece of cake...

Seja como for, quando me casei com a Alien de Kuala Lumpur, eu mudei, graças à ela, e de um cara super em dividade, hoje tenho um teto, num lugar maravilhoso, longe demais das capitais, como diria aquela banda gaúcha, mas é exatamente assim que queríamos.

As capitais nos deram o dinheiro e o emprego para comprá-la, mas para viver, é preciso mais do que dinheiro e emprego, viver mesmo, não sobreviver. Não sair de casa antes das seis e voltar depois das dez, para dormir pesado, cansado, se arrastando. Viver é ter um lugar para reunir os amigos, fazer um assado, curtir a família.

Esse filme de terror é bobagem, mas é minha homenagem à realizar um sonho antigo, ter uma casa para fazer esse filme de terror, em primeiro lugar...

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Minha vida é um trailer: Formula Indy Itaipava 300 Sao Paulo - 2012



Em março de 2012, a Alien de Kuala Lumpur e eu fomos ao sambódromo, que foi temporariamente convertido em Autódromo de rua, pelo segundo ano seguido, para receber as feras da Fórmula Indy. Um ano particularmente bom ao Brasil, que tinha quatro pilotos nos representando, Rubens Barrichello, Hélio Castro Neves, Vitor Meira, Tony Kanaan e Bia Figueiredo.

Uma corrida incrível, com os ares ritualísticos dos eventos nos Estados Unidos, com hinos nacionais (brasileiro e estadunidense) cantados por celebridades, com vôos rasantes de caças, fogos de artifício e toda a pompa destes eventos, uma verdadeira aula sobre o que é entretenimento.

Minha esposa sempre me deu grandes presentes, alguém que ao contrário de mim, realmente sabe escutar e notar até mesmo os ganchos e dicas que nem dei conscientemente. A corrida é uma delas. Ela sabe como eu amo esporte de velocidade e me presenteou com esse bilhete incrível, numa região excelente para assistir à corrida, próxima à largada, mas antes de uma curva muito lenta, o suficiente para ver bem os carros que passavam rasgando as retas.

Minha alegria por esportes de velocidade se dá pela minha paixão pela mecânica das coisas, uma forma de informática de antes dos computadores. Eu nunca fui muito hacker de mecânica, para ilustrar o que isso significa, meu pai me contou uma história ou fez ele mesmo, um buraco no piso de um fusca, para poder lavar o carro por dentro e a água ter para onde sair... Imaginem, isso é inviável nos dias de hoje, mas naquele tempo, criar o buraco (e o tampo de rosquear) era algo que qualquer hacker de automóveis faria.

Uma espécie de "cartão de visitas" entre o automóvel hacker clube, era o anel de brucutu, um anel feito com o aro grosso e cravado nas laterais, que fica abaixo do esguicho de água do para-brisa do fusca (sempre ele).

Eu não desenvolvi essa paixão, nunca usei salto carrapeta, calça de boca de sino ou anel de brucutu, mas herdei a admiração por ver máquinas, incrivelmente bem feitas, precisas de forma cirúrgica, rasgando retas e superando recordes.

Overthinking Back to the future

And you thought I would let the date go blank, right? We arrive and go through that moment where the three "Back to the Future" fi...