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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Show Diana Krall


O CD "The best of Diana Krall", uma compilação de todos os seus sucessos de Jazz como cantora e pianista foi tema de entrevista com a própria cantora, contém (27 de novembro de 2007) no programa do Jô, na Globo.

O CD é mesmo genial, minha favorita figura com "Let's face the music and dance", mas diversos outros sucessos estão lá encartados, como "S'wonderfull", "Little girl blue" e, claro, "I've got you under my skin". Junto ao CD um DVD completa a odisséia, não um destes DVD`s vagabundos com meia hora de making of's inúteis, mas um DVD completo, com diversas faixas interpretadas tanto em clips quanto gravadas, aparentemente, direto do estúdio, com algumas imagens intercaladas. Imperdível aos fãs de Jazz, embora particularmente, para S'wanderfull, a voz da Sandy ainda é melhor!

Falando em voz, ontem na entrevista, algumas peculiaridades vieram à tona, como o fato dela começar a tocar piano aos 4 anos, apenas aos 26 anos começou a cantar, pelo fato de ter, desde infância a voz grave e ser colocada sempre, nos corais escolares, para cantar com os meninos, algo que machucou um pouco sua alto estima e apenas a insistência do seu professor de piano para a fazer cantar levá-la a isto.

 Sobre ela, casada com Elvis Costelo, outro ícone da música, mãe de dois filhos que ama cavalgar, esquiar, arte (um tanto genérico) e tem uma irmã que é policial montada Canadense  A entrevista, contudo, foi um bocado mal conduzida, com mais bajulação do Jô do que entrevista propriamente dita (amar não é não criticar, é reconhecer as falhar, certo? Aqui ele errou). As informações mais bacanas, assim como as piadas, acabaram partindo da própria Diana em tom de confissão, ou de perguntas que Nelson Mota (sempre ele), fazia da platéia, uma vez que ele era o próximo a ser entrevistado.


O programa também foi prejudicado pelo especial "cidades de nomes exóticos", que bem que poderia ter ficado para outro dia e ter dado mais espaço para a cantora, ela própria, muito simpática e humilde a entrevista toda, disse de saidera que espera voltar ao programa com mais tempo e poder cantar mais canções. A entrevista quase não valeu a pena, mas o CD com o DVD vale ouro, podem confiar.
 

Sobre o show


O Show de Diana Krall, grátis no parque Villa Lobos (escolha adequada, aliás) foi fantástico, todos os seus sucessos do CD duplo com DVD estava presente e ela foi de uma simpatia fantástica. Não ousou arriscar no português mas seu inglês reteve-se à palavras tão básicas que duvido que seu público alvo não tenha entendido.

"Good morning! Thank you all for comming here this morning! I'm inlove with Brazil (suponho que o Brasil dela era com "Z")".

Ela também se esmerou nos solos de piano, assim como sua banda era de igual competência. Mas o show não foi perfeito em todos os sentidos. Não. No quesito conforto, por exemplo, foi um dos piores shows que já fui. O palco no meio do nada do parque assegurou a ausencia completa de sombras. A inclinação do terreno em volta do palco, garantiam nem na ponta dos dedos (e eu sou alto) eu poderia ver algo além de nucas à minha frente e a completa ausência de quiosque, vendedor ambulante ou um bebedouro que fossem, asseguravam uma fila digna do Playcenter pelo caminhão da SABESP que estava lá, com água potável. Saí de lá queimado, desidratado e levemente mal humorado, apesar da beleza das canções e da cantora.
 


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Resenha: Rhithms del Mundo

Odeio ser auto referente, Jô Soares faz isso e isto ajuda muito a fama de "egudo" (que tem o ego enorme, e me refiro a ego mesmo, ok?), mas desta vez não tem jeito, como costumo falar, o mundo é uma enorme conspiração de idéias que convergem e se complementam, em maior ou menor escala.

No programa do Nelson Freire (o Midas brasileiro) da rádio Eldorada, o Sintonia Fina, uma vez ele nos apresentou as Puppini Sisters, um trio de garotas que gravava músicas contemporâneas como se fossem cantadas por aqueles trios e quartetos de vozes dos anos 30, e assim regravavam Panic dos Smiths e várias outras. Eu adorei, gravei o programa e fiz uma caçada obstinada pela net até achar suas músicas..

Pois bem, outro dos artistas que Nelson Freire apresentou na rádio foi Rhythms Del Mondo cantando junto com Coldplay uma versão latina e bastante viva, colorida, alegre de Clocks e ficou maravilhosa. Também cacei e gravei a tal música e a mesma, depois de 30 repets no meu CD, ficou esquecida até semana passada.

Na Argentina eu queria Ler Borges, mas levei um livro ruim para isso, O livro dos seres imaginários, que não é para ser lido na sequência, mas sim para se abrir e ler, ou caçar em seu índice este ou aquele animal em especial e, sendo assim, li mais do que esperava o livro da Fernanda Takai, "Nunca subestime uma mulherzinha". Entre diversos causas que ela narra lá, ela falar da Lady Africa, uma artista de imenso sucesso nos anos 70/80 e que hoje vagava esquecida e muito pobre nos subúrbios londrinos, o que era muito triste por que ela parou de cantar depois de um derrame (ou um acidente?) e sem o marido para ajudá-la, ela estava mesmo sem dinheiro e esquecida. 

Fernanda conta então que aproveitou-se de uma viagem para a Inglaterra e, para ajudar a artista e também homenagear o belo trabalho que a mesma prestara para o mundo que lutava contra o preconceito e apartheid, ela iria gravar uma das músicas de Lady Africa. Pois bem, lá, no estúdio, ela descobriu que a mesma havia morrido, quase anonimamente um ano antes. Ela não conteve o choro e eu, que lia, também me emocionei bastante.

Agora chegamos de volta ao CD Rhythms Del Mondo. Estou caçando na internet informações sobre este maravilhoso CD, comprado ao acaso como "recuerdo" de "Mi Buenos Ayres Querido" justamente por casar bandas latinas com bandas americanas ou européias, num casamento muito alegre e versões lindíssimas em espanhol de músicas famosas como Franz Ferdinand "the dark of mantinee" ou ainda uma versão castellana lindíssima de "Don't know why" da Diana Krall, aqui interpretada por RDM com Vargas Borges, mas, a nota que encontro sobre o CD não me ajuda em nada na sua resenha, ele a encerra com uma martelada seca:

Rhythms del Mundo é um álbum lançado pelo grupo Buena Vista Social Club em 2006.
As estrelas da música cubana Ibrahim Ferrer e Omara Portuondo contam com a participação de artistas como U2, Coldplay, Sting, Jack Johnson, Maroon 5 , Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs entre outros.
No disco embora os vocais permaneçam em sua maioria o mesmo, cada música teve um arranjo diferente, feito pelos músicos do Buena Vista, criando algo diferente, com seu ritmo próprio.
Os outros artistas do Buena Vista que tocam no disco são Barbarito Torres, Amandito Valdes, Virgilio Valdes, Angel Terri Domech, Manuel 'Guajiro' Mirabal, Orlando Lopez 'Cachaito' e Demetrio Muniz.
É o último disco de Ibrahim Ferrer, que veio a falecer em 2005.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Black Heart, Dinho Ouro Preto


Fazia tempo que eu não comprava um CD. Muito tempo. Nada que eu escuto era bom o suficiente. Ensaiei comprar o novo álbum do Cold Play, mas pensei, ”eu nem escuto tanto assim essa banda”, e fiz bem, por que até hoje suas músicas tocam tanto na mídia que nem vale a pena. Mas outro dia, quarta passada acho, eu estava no carro da empresa, abençoado com um rádio FM, e escutava a KISS FM quando comecei a ouvir uma série de músicas com sabor de infância, num tom acústico e comentadas por duas pessoas que eu não conhecia. Presumi que fossem apresentadores do programa, até descobrir que um era, o outro era o Dinho Ouro Preto e todas as músicas que escutávamos eram dele, isto é, eram gravações cover dele. Naquele instante eu senti que precisava daquele álbum.

Black Heart é uma compilação de cover dos anos 80 e 90 (com algo de antes disso), num tom acústico, trazendo Leonard Cohen, Nick Cave e de bancas como Joy Division. Sabor de infância como eu disse. Outra coisa que me impressionou no CD, além da qualidade do áudio e da produção, foi o preço. Muito bom descobrir um álbum lançamento possa custar R $ 24,90 na Saraiva ou apenas US $ 10,00 (aproximadamente 18 reais) no iTunes Store, onde eu comprei.

Recomendo com ênfase o álbum. Eu já ouvi 1 mol de vezes e não me arrependo da compra.

terça-feira, 12 de março de 2013

Overthinking: Of Monsters and Men


Gosto do inglês pela flexibilidade com que expressões nascem e são utilizadas. Num episódio do seriado Supernatural, em um momento alguém chega no elevador a alguém que ele pensa conhecer, e diz algo sobre seus sonhos, aquele tipo de assunto que gera no mínimo, constrangimento se tratadas em público, e o outro rapaz responde: "Dude, you overshare", algo como, você sobre-compartilhar, você compartilha demais! Este tipo de expressão, não esta particular, mas a forma sutil e elegante do inglês de se referir à pessoas e a comportamentos, são coisas das quais eu me apaixono ao aprender um idioma.

Para mim, uma expressão que logo de cara se aplica, é "Dude, you overthinking". Eu gosto de analisar coisas, e ver/encontrar/aplicar significados à coisas que não necessariamente tenham. Às vezes eu acerto. Na maior parte do tempo, contudo, eu erro. Mesmo assim, esta forma de agir sempre me ajudou a deduzir funcionamentos, encontrar "extras" numa trama de filmes ou seriados de TV. Battlestar Galatica é um exemplo. A trama não é relativamente complexa, mas o mote da história "Tudo isto que está acontecendo agora, já aconteceu antes, e voltará a acontecer de novo e de novo", falando sobre os erros da humanidade e como estamos fadados a repeti-los, às vezes fica mesmo um pouco complexo. Foi quando o meu conceito de adivinhação dedução e colocar fatos em uma linha imaginária me valeram para explicar como funciona a história.

Eu contei tudo isso para dizer que eu me apaixonei por este clipe da banda norte-americana "Little Talks", "Of Monsters and Men". Eu vi esse clipe sem querer, na Mtv, e esqueci de ver o nome da banda ou da música. Que desespero para reencontra-lo. Buscava tentando descrever as cenas. Nem uma palavra da música tinha ficado na minha mente, para me nortear. Por sorte eu lembrei do canal do YouTube, VEVO, que é dedicado à músicas. Fui em alternativo/indie e encontrei: Melhor clipe de 2012! (Na minha opinião, bem elegido).

O clipe retrata um curta metragem, a busca de cinco tripulantes por um meteoro desconhecido, e seu retorno para casa, cruzando por regiões desconhecidas e por monstros. No meteoro, contudo, eles encontram uma espécie de fada em escala humana. E este ser passa não só a acompanhá-los, como também defendê-los dos monstros que eles vão encontrando.

Me fascina nesta animação duas coisas: primeiro e que salta aos olhos, é a qualidade da imagem, da animação, em cenas lindas que mesclam o clima de filmes de ficção dos anos 30, com aquele stop motion e um tom preto e branco, (lembra muito o clipe do Smash Pumpking, Tonight Tonight), mas com a resolução da computação moderna, tornado o clipe belíssimo.

Outro detalhe, agora imergindo na história, é a valentia dos tais 5 marinheiros/expedicionários. Eles passam por situações absurdas, possuem uma fada mágica poderosíssima, e mesmo assim, diante de cada monstro ou dificuldade, não se voltam para ela, em busca de esperança ou pedindo socorro. Simplesmente enfrentam a situação, até serem salvos. Achei sensacional. O roteirista poderia ter imposto esses "olhares suplicantes" ou determinado que os personagens "buscam para a 'fada mágica do meteoro' em busca de auxílio", mas eles escolheram que os personagens só olham adiante, só buscam a próxima ação, o que dá para fazer, como enfrentar a dificuldade.

Nós somos homens (a raça, não o gênero), e enfrentamos nossas dificuldades, nossa curiosidade infinita nos impulsiona sempre à frente, não importa o que aconteça, o quão grande seja o monstro. É o que eu tiro do filmezinho, mas, de novo, eu posso estar apenas "overthinking" um mero trailer musical...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Rogue Vogue - Thrills & The Chase [audio]



2nd track out of THRILLS & THE CHASE's debut EP, "Introducing Thrills (And The Chase)"

DOWNLOAD IT: http://www.thrillsandthechase.net/

Lyrics:

Rogue Vogue
Took a kiss from the lips of a brother
Thank you ma'am, may I have another
Was that now straight or gay

Rogue Vogue
We were born to dwell in the shadows
Of love that comes and goes like a sparrow
These are the strangest days

Rogue Vogue
We're the kids of the underaged mothers
Living embodiments of nostalgia
And youth that's gone to waste

Rogue Vogue
'Cause you know that we're gonna make it
And if we don't, then we're gonna fake it
This is our time and place

Rogue Vogue
Don't believe everything that you read, now
Don't believe everything that you see, now
All I know is that you'll be back

Rogue Vogue, no more, Rogue Vogue

Rogue Vogue
She's a child of an underaged mother
A living embodiment of nostalgia
And youth that's gone to waste

Rogue Vogue, Rogue Vogue

Rogue Vogue
'Cause you know that we're gonna make it
And if we don't, then we're gonna fake it
This is our time and place

Rogue Vogue
Don't believe everything that you read, now
Don't believe everything that you see, now
All I know is that you'll be back

Rogue Vogue
We were born to dwell in the shadows
Of love that comes and goes like a sparrow
All I know is that you'll be back

Rogue Vogue, no more, Rogue Vogue


Produced by THE BAND
Recorded @ Joe's B-Unit and The Limbo Lounge, São Paulo
Drums recorded by Paulo Senoni @ Estúdio Costella, São Paulo
Mixed and mastered by Louis Daher @ Joe's B-Unit

Written by Louis Daher and Calvin Kilivitz

Overthinking Back to the future

And you thought I would let the date go blank, right? We arrive and go through that moment where the three "Back to the Future" fi...