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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Livros em Clube de Autores

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O clube de autores está com promoção de feriados, livros impressos com 20% de descontos! Aproveitem para conferir as obras, e se quiserem, não se esqueçam de verificar as promoções em Google Play Books, iBooks e Amazon!


  • Para aprender espanhol: Mundo con ñ, Espanha e Horário Quiroga
  • Literatura: Rotas de Fuga
  • RPG: Terceiro Turno (aventura solo) e A Jornada RPG
  • Impressoras 3D: Impressoras 3D e Causando boas impressões
  • Administração: Auto Coaching

Para conferir, clique aqui: https://clubedeautores.com.br/search?utf8=%E2%9C%93&where=books&what=emanuel+campos&sort=&topic_id=

terça-feira, 7 de julho de 2015

Horacio Quiroga - livro de contos e exercícios

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Se você gostou da história do autor dessa semana e ficou com vontade de conhecer mais, o DELEARTE resolve o seu problema! Adquira hoje mesmo a coletânea de contos e exercícios de espanhol, com léxico das palavras mais diferentes, e aproveite para aprender/praticar espanhol hoje mesmo! 

O livro é uma organização de Ianina Verónica Zubowicz, que também desenvolveu os exercícios para fixação e aprendizagem. A adaptação para ebook é de Emanuel Campos. 


sábado, 27 de junho de 2015

Lançamento: Lá fora tem um mostro gigante

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Esse conto foi originalmente escrito para outro concurso e é uma das minhas obras mais atuais, um conto de fantasia e de uma triste realidade. O medo do monstro lá de fora pode nos converter em monstros aqui dentro...

Espero que apreciem, esta obra esta participando do concurso literário O Globo e Amazon, com patrocínio da Samsung.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Rotas de Fuga Grátis na Amazon - apenas até dia 27!

 Clique para baixar o seu!

Como é natural à qualquer admirador de uma arte, eu também tento dar meus passos entre os mestres, às vezes sai um passo bem feito, mas a maior parte do tempo cai de bunda no chão, rezando para ninguém ver. Hoje não é mais o caso.

Para quem quiser avaliar minhas próprias aventuras literárias, estou disponibilizando grátis, na Amazon, de hoje à domingo dia 27, o Rotas de Fuga grátis. Livro que ficou em 4° lugar no concurso nacional do Clube de Autores, com mais de 900 obras inscritas, e que condensa em suas poucas páginas, meus principais contos de uma adolescência questionadora e um olhar incomodado à rotina da cidade... Alguns contos, se me permitem dizer, estão assustadoramente atuais, como A cidade em chamas, que margeia uma música de Humberto Gessinger de mesmo nome.

E você? Já leu esse livro? Gostou? Deixe seus comentários aqui no post!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

domingo, 30 de novembro de 2014

Quadrinhos nacionais

Tenho lido muitos quadrinhos japoneses, como os leitores atentos desse blog devem ter reparado pelos reviews que escrevo. A qualidade das histórias é tão impressionante como o talento de cada um dos artistas japoneses que tenho lido, mas cada vez que vou às bancas, olho por alto todos os quadrinhos ali à venda, e me lembro com saudades, de um tempo que houve quadrinhos brasileiros perfilados lado a lado com as histórias estrangeiras.

Por isso, quando soube do Catarse.me, que um grupo de desenhistas e roteiristas de quadrinhos, brasileiros, estavam pedindo por financiamento para uma obra made in Brazilis, eu não resisti à financiar.

Já falei por aqui sobre minha crença em um "Círculo Virtuoso", onde a demanda gera talentos, que geram demanda, que geram novos talentos. Sejam produtos, livros, jogos de computador ou histórias em quadrinhos, ter algo brasileiro no meio daquilo tudo é bom apenas para nós mesmos. Num país que depende tanto de indústria internacional e que está às vésperas de uma crise, ou dialogando com a crise, como a mídia gosta de dizer, ter produtos nacionais é blindar o país contra flutuações de investimentos estrangeiros. Além de ser bom pra caralho ler, ouvir e brincar em produtos que você sabe que foi um brasileiro que fez, gente como a gente.

Houve uma época que o Brasil ensaiou uma virada com os quadrinhos. Houveram os desenhos no estilo gringo, com Marcelo Cassaro encabeçando uma lista de gênios brasileiros Gregório, J. M. Trevisan, André Vázzios, Joe Prado, Roger Cruz, que publicaram entre tantas histórias UFO Team que rendeu uma série de histórias derivadas, como o Capitão Ninja ou a Killbite. Aliados ao Marcelo Del Debbio histórias de anjos e demônios também ganharam suas histórias nas publicações Godless.

Depois veio a fase mangá, que é igualmente linda, com Holy Avenger, único título nacional a ficar mais de dois anos mensalmente na banca, sem atrasar, sem sumir pela metade, sem falha alguma. Com a Érica Avano e, de novo ele, Marcelo Cassaro, conduzindo uma revolução incrível.

Não obstante isso, entre os desenhistas e quadrinhistas que figuram entre o álbum A Ordem, há desenhistas da Marvel, da Zinescospe e outros estúdios gringos. Não é possível que aquilo que os gringos gostem não podem agradar à nós. Eu estou ansioso. E você, não quer colaborar? Corre lá no Catarse e ajude também.

Para ajudar: http://catarse.me/pt/albumdqb?ref=twitter

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Samanta Flor


Nunca deixo de me deslumbrar pela criação e o talento das pessoas. Se é feito no Brasil então, aposto em dobro. Sonho com o dia que ficarei tão deslumbrado numa banca de jornal por aqui, como fiquei recentemente nos Estados Unidos. 

Produção cultural gera conteúdo, editoras, empregos, que geram demanda por mais conteúdo, que gera a busca de novos artistas e a descoberta de novos talentos. Conteúdo de sucesso gera produtos relacionados, sacolas, brinquedos e maçãs, cadernos de escola e livros, que geram novas indústrias, novos empregos, que vão consumir mais produtos. É o tal círculo virtuoso que já falei aqui, mas que por alguma razão é tão difícil de dar certo nestas terras tupiniquins.

Felizmente os gaúchos não se importam com isso, e continuam sendo, quer o país se importe ou não, um dos maiores celeiros de pensadores e criadores no Brasil. Não obstante já terem os Veríssimos, Ricardo Freire, as modelos, a Xuxa, de terem um dos mais produtivos cinemas nacionais, quase secreto no resto do país, mas de produção muito intensa na cultura local, de suas músicas e cultura raiz, também clamam para si desenhos e quadrinhos como tem sido raro encontrar.

Samanta Flor é a desenhista da vez, com seu traço leve, que transforma em poema temas como a morte e caveiras e que narra com uma leveza lírica suas próprias lembranças infantis. Tão bonito quanto o traço é sua encadernação, papel cartão (ou canson? e como escreve isso?), a capa, a letra, tudo. 

Difícil acreditar que meros vinte reais tenham bastando para comprar duas obras tão lindas e líricas como as revistas Três e a Click. O único pecado, como tudo que é bom, é ser pouco. Após ler (ou contemplar a arte narrando a história em click), é inevitável ficar com um gosto de quero mais na boca. 

Para saber mais vá em: http://samantafloor.tumblr.com 

domingo, 7 de setembro de 2014

Um novo canal para aprender espanhol

 Clique e conheça!

Hoje é dia de independência ou morte, e é dia da sua independência do Portunhol! Vamos bradar juntos, em espanhol, "Nuestro comandante Che Guevara"!

Para conhecer mais, e participar, vá para: http://www.clubedoespanhol.com.br

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Excelente Podcast sobre auto publicação


Bia Kunze começou sua carreira como dentista, se tornou guru em Palm e Windows Mobile, faz palestras, colunas e podcasts sobre tecnologia móvel e hoje, cursando mestrado em comunicação é também apresentadora do techfm.com.br e colunista da CBN de Curitiba. Não bastassem tantos predicados, ou por causa deles, ela fez também um ótimo bate papo no seu episódio mensal de setembro do Podsemfio sobre Livros, Auto publicação e mercado editorial com  Glauco Damas.

Glauco Damas, brasileiro mas residente em Portugal, além de muito simpático e grande expositor de suas ideias tem uma visão privilegiada ao morar na Europa e poder comparar nossos mercados, lá e cá. Claro, Glauco é antes de tudo isso, um escritor também, e de tanto escrever e trabalhar pela auto publicação, ele fez também disso um livro, O guia da auto publicação.

Para todos que escrevemos e sonhamos começar nossa vereda de letras, esse bate papo é essencial, pelas ideias e pelas dicas, e por que ele é muito bom e descontraído também.

Para ouvir vá em: http://www.garotasemfio.com.br/podcast/wp-content/uploads/podsemfio165.mp3 

sábado, 23 de agosto de 2014

A Imagem - BookTrailer



Vocês leram aqui minha resenha do livro de Joel, Capuccino Vermelho, e agora, fico feliz e surpreso que ele próprio tenha me adicionado pelo Google+ para anunciar o lançamento de seu novo livro, A Imagem. Segundo o trailer, me parece muito com um livro de intriga e investigação, estilo Dan Brown, mas garanto, vou comprar e me assegurar que é bom. Aguardem e confiem!

;)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Resenha: Mark Twain, Dicas úteis para uma vida fútil


Crônica é uma notável ferramenta, largamente utilizada por jornais e revistas semanais, pela sua habilidade de envolver o leitor em sua trama, uma vez que o mesmo é contemporâneo e conterrâneo aos eventos narradas, e não raro ironizados, pela mesma.

Por exemplo, uma crônica que aborde a pequena cratera que o metrô próximo à marginal Pinheiros abriu, duas semanas atrás, hoje pode soar divertida, sagaz e de bom gosto, mas daqui a cinco anos, quando o metrô Pinheiros estiver completamente pronto e funcionando, talvez seja difícil lembrar desta segunda e pequena cratera, diante da lembrança, para sempre, da enorme cratera que o metrô causou ano passado, quase engolindo uma grua, levando uma lotação consigo e as dezenas de casas e prédios, cuja estrutura foi estremecida por este incidente.

Crônicas são portanto, finitas, certo? Elas têm em teoria, validade e local para serem lidas, depois disso, ou além destas fronteiras, soa como quando um filme americano cita um presidente do qual nada sabemos aqui em terra tupiniquins, rimos pela forma da inércia, por que os outros estão rindo e por que, principalmente, temos medo de não rir e passarmos por ignorantes. Isso, claro, quando a comédia em questão é boa, como Simpsons, do contrário, pode ser que até abandonemos ao programa, por nem supor que a natureza do comentário era humorística. Certo? Nem tanto.

Estão se tornando comuns livros de cronistas renomados, que colecionam e encantam os leitores do escrtioro em questão. No Brasil, temos o exemplo dos livros de Ricardo Freire, cujas crônicas do Jornal da Tarde, Xongas, viraram excelente coletânea, apesar de sopa de mandioquinha não ser mais moda, de Maria Rita não ser nenhuma modinha do underground, mas sim uma cantora de primeira linha e assim vai. E você me perguntará: então crônicas, não muito velhas, valem, certo? Nem tanto...


O livro "Manual útil para uma vida fútil", de Mark Twain reune crônicas, notas de diários e artigos publicados por este fantástico jornalista americano. Detalhe: textos de 1890 a 1910, onde ele analisa e comenta o crescimento da tecnologia e seu impacto na vida das pessoas (como no texto onde ele fala da invasão dos telefones às residências das pessoas e como é engraçado ouvir uma conversa ao telefone de outras pessoas, pois só se ouve "a metade" das falas); analisa ainda moda e vestuário, com diversas fotos e motivos explicando e exemplificando cada texto e, claro, problemas domésticos, buracos nas ruas, revistas que você não consegue cancelar assinaturas e roubos de residências e o hilários texto denominado "Política Econômica", mas que na verdade aborda sobre os vendedores de Pára-raio, praga que existia nas ruas de sua época, como existem hoje vendedores de qualquer quinquilharia nas nossas ruas. Tudo atual, mas com um tom de sépia dado pelo mais de século entre alguns textos e hoje.


A verdade é que crônicas são tão imortais quanto contos e romances, mas para isto elas só precisam obedecer ao mesmo princípio que fizeram os contos e romances imortais de hoje ainda famosos, serem bem escritos, do contrário, serão como outros milhares de livros e contos que as pessoas escreveram ao longo do curso da história e que hoje, nós nem fazemos idéia de suas existências, como aquela árvore que cai na floresta e, se não tem ninguém lá para ouvir, será que ela fez barulho? Assim são os livros mau escritos que a história não registrou, foram então escritos mesmo? E isto vale para eles, sejam eles contos, romances ou crônicas, claro.


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Tormenta - O jogo de computador, vai acontecer.

Recentemente eu falava sobre o círculo virtuoso. O processo de um produto nacional gerar um spin-off, que gera pesquisa e desenvolvimento, e novos produtos e assim, a cada etapa do processo, mais pessoas são envolvidas e novas pesquisas são realizadas.

Recentemente eu criticava a falta de iniciativas no país. Eu até mesmo achei que apoiei uma causa perdida, mas a verdade, é que o jogo superou as expectativas, deu a volta por cima e o jogo acontecerá. Eis a carta que eu recebi deles:


segunda-feira, 25 de março de 2013

Criar personagens para RPG

Uma das coisas mais divertidas do RPG é criar seu personagem. A oportunidade gigantesca de ser, por aquelas horas, toda semana, alguém completamente diferente de você, ou de ser idêntico à você. Criar o personagem, é como escrever algumas páginas de um livro, que será depois conduzido pelo mestre, junto das ações que você tomar. Criar um personagem é dar vida à um ser completo, com emoções, sentimentos, manias, e tem sempre o inconveniente de que você acaba se apaixonando pelo seu personagem.

Eu descrevi aqui, esta semana, a história de um dos meus personagens favoritos, e um dos que por mais tempo joguei, meu mago de fantasia medieval, Dancan Mcloud. Nas regras, eu defini que meu personagem, naquele mundo de fantasias igual ao desenho Caverna do Dragão, seria um humano, um pouco mais velho que a média dos heróis, sorteei seus atributos (força, destreza, constituição, inteligência, sabedoria e carisma). Escolhi suas poucas magias de início. Três que ele tinha anotadas num livro, mas só sabia como fazer uma por dia, que ele tinha que escolher pelas manhãs.

Decidi ainda, que Dancan usaria os robes comuns dos magos, aqueles pijamões cumpridos, e teria uma capa, para usar nos dias frio sobre a roupa, para se cobrir para dormir nas florestas e para carregar na sua mochila nos dias quentes. E teria um cajado de madeira, para ajudá-lo a caminhar e, vez ou outra, afastar monstros com ajuda do cajado. Em teoria, além de outras miudezas como dinheiro inicial, o personagem estava criado. Estatisticamente, pronto. Mas o que deu vida ao personagem, não foram as estatísticas, mas foram as personalidades que criei.

Meu mago sempre falava com voz de velho. Uma voz cansada. Também não gostava de falar palavrões, e sempre dizia "baralho" quando queria ofender. Era viciado em jogar baralho, sempre que podia, tinha bom coração, gostava de ajudar os outros, mas era muito ingênuo sobre os perigos do mundo externo. Pronto. Este sim, era meu personagem, meu mago. Meu Dancan.

Para completar um personagem, tem uma parte opcional, que torna diversos jogadores de RPG em autores ao longo do tempo. Escrever o passado do personagem e porque diabos ele decidiu arriscar a própria vida fora das cidades e do conforto de suas casas. Esta parte chama-se escrever o Background do personagem. Vocês conheceram parte do Background do meu mago esta semana que passou, quando contei que ele tinha um amigo com muitos livros, um amigo mago, de quem herdou a torre, mas nunca foi um tutor para ele, e por isso ele sabia tão poucas magias no início do jogo. Apenas uma por dia. E todas que não usavam componentes materiais, pois ele era preguiçoso de ficar procurando estes itens raros e estranhos.

Se você pudesse ser um herói de uma fantasia medieval fantástica, quem você seria, e por que? Arrisque-se a escrever um pouco sobre ele nos comentários. Não se preocupe com dados, apenas invente um bom iniciante neste mundo de aventuras.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Combo Rangers


Eu sei que dizem (a Bíblia diz) que a mão direita não saiba sobre a caridade que a mão esquerda faça. E eu não quero falar nada disso com a intenção de me gabar, e para evitar rodeios constrangedores, vou direto ao ponto: eu admiro e invejo todos com o talento e a oportunidade de viverem de seus sonhos: Alex Castro, Olivia Maia, Guilherme Di Lascio, Luiz Biajoni, Alexandre Ottoni, Deive Pazos, Ianina Zubowicz, Julio Cesar dos Santos, entre tantos outros. E eu ajudei alguns.

Pessoas com uma veia artística que conseguem materializar, seja como segunda carreira, seja como carreira principal, seus sonhos de produzirem arte num país que só se importa com BigBrothers. Que escrevem onde ninguém lê e fazem música onde as pessoas baixam de graça e chamam de idiotas aqueles que (como eu) compram. E eu compro músicas, livros e revistas numa progressão perigosa para alguém com minhas dívidas e minha saúde (doença) financeira.

Como diz outro ditado, "Quem não sabe fazer, ensina". Embora eu ache depreciativo para os professores, o tom no ditado é outro na verdade: quem não sabe produzir algo em uma área que ama, pode ao menos explicar sua paixão na forma de aulas. Não dou aula de nada disso que eu gosto, tão pouco sou bom naquilo que amo, mas eu contribuo com a arte do Brasil (e internacional, veja só minha esposa!), de uma maneira inventiva, inaugurada por Alex Castro alguns anos atrás e que hoje subitamente é moda: Mecenas.

Mecenas são pessoas que na Idade Média apoiavam ou financiavam artistas, fazendo dinheiro vendendo artes alheias, sendo empresários numa época que a palavra empresário nem existia. Cada artista que tivesse um mecenas, era livre para se dedicar meramente à arte, vendê-la e fezer dinheiro para subsistência era responsabilidade do mecenas. Alex Castro, quando a editora Os Viralata agonizava, promoveu o primeiro mecenato do qual participei: pediu para cada um dos seus leitores comprarem um livro em pré venda, e quando o dinheiro deu para pagar a gráfica, o livro foi impresso. Para incentivar as doações, o valor era livre, mas as maiores doações recebiam a numeração menor do livro, que era numerado, quanto maior fosse a doação. Duzentas edições numeradas foram produzidas. Os doadores ainda podiam figurar na última página, como um obrigado do artista, se quisessem. As doações poderiam ser anônimas, se alguém quisesse seguir o ditado bíblico do nosso primeiro parágrafo.

Depois do processo de mecenato, Alex Castro o adotou para seus outros livros e para seu próprio blog, hoje você pode se tornar patrocinador de alguém que decidiu viver do que escreve, ao invés de um emprego regular. Mas o processo de mecenato evoluiu, e diversos sites de criação de conteúdo patrocinado surgiram.

Kickstarter.com ou catarse.me são sites que você pode criar um projeto, criar recompensas para os doadores e, se o dinheiro alcançar para o projeto, ele acontece. Se não, o dinheiro é devolvido. É onde entra Fabio Yabu, outro escritor que eu admiro demais.

Fabio Yabu, escritor e roteirista, escreveu nos anos de sucesso dos Power Rangers uma série de quadrinhos cômicos/satíricos à série nipo-americana, chamada de Combo Rangers. Cinco crianças que lutavam com alienígenas invasores da Terra. O quadrinho, porém, foi cancelado numa das inúmeras crises de 2000 até hoje e Yabu foi viver de fazer outras coisas. Roterizou "As princesas do mar", animação da TV Cultura. Escreveu "A última princesa do Brasil", um romance biográfico da princesa Isabel, produziu livros para o Jovem Nerd e roteirizou a Graphic Novel: Independência ou Mortos. Mas ele tinha um sonho, voltar à produzir os quadrinhos que ele criou. Eram seus filhos, afinal de contas.

Yabu foi então ao Cartase, e criou um programa de recompensas: ele queria 40 mil reais para produzir uma edição de relançamento dos Combo Rangers. As recompensas iam desde a edição 1, quando pronta, entregue na sua casa, até um combo violente de produtos, com todos os livros que ele já escreveu no pacote. A expectativa era reunir o dinheiro necessário em 45 dias, mas em 15 apenas ele atingiu a meta, e em quarenta e cinco dias, ele reuniu mais de 65 mil reais! O bastante para três edições! E eu, também um apoiador, não posso deixar de ficar mais feliz por ele.

Existem ainda outros programas de mecenas muito interessantes, mas eu recomendo que você conheça estes dois, e quem sabe, crie o seu, apoio outros. Vamos nos ajudar a sonhar, pois um último ditado, cantado por Raul Seixas, diz:  "Sonho que se sonha só, é só um sonho, mas sonho que se sonha junto é realidade".

Para doar ao Alex Castro: http://alexcastro.com.br/mecenato/
Para conhecer o catarse: http://www.catarse.me
Para comprar um curso de financiamento coletivo: http://www.beved.com.br/classrooms/i-know-kung-fu-aprenda-roteiro-e-criacao-com-fabio-yabu-em-sao-paulo-sao-paulo

Overthinking Back to the future

And you thought I would let the date go blank, right? We arrive and go through that moment where the three "Back to the Future" fi...