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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Afinal, hoje é véspera de natal...



Então hoje é véspera de natal, e por isso, e só por isso, resolvi fazer uma bondade, e deixar um livro grátis para vocês, bom, quase um livro grátis...

Hoje vamos deixar com vocês a parte 1 da segunda aventura de Flor de Cactos, Leah, Berta e todos seus amigos, as mesmas que foram publicadas, capítulo por capítulo, encadernadas, com lombada virtual e edição premiada, para sua apreciação. Então, recoste-se na sua poltrona, estique bem as pernas e aproveite este bom livro, enquanto aguarda pelo bom velhinho...


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Capítulo 22: Reencontro

Andy mal pode acreditar na própria sorte ao ver retornar Berta inteira e numa só peça. Se abraçaram com intensidade constrangedora, e tiveram que ser separadas por Flor e Leah, quando os pigarros deixaram de funcionar.

- Estou tão feliz que você voltou, querida!
- Eu também, Andy...
- Eu também estou feliz, meus acólitos - era Dohlet o coqueiro super feliz que saltava sobre os dois que reagiam a gritos de "sai, sai sai...".
- O que aconteceu? O que vocês fizeram? - perguntava Andy
- Isso não importa, - disse Leah - depois te contamos, queremos saber o que Berta tinha para te contar, afinal?
- Leah! Por favor - disse Flor...
- Horas, só expressei o que todos que se lembravam queriam saber...
- Verdade, Berta, disse Andy, o que era?

Berta fechou os olhos, estava algo constrangida se lembrando da surpresa que queria fazer... Anunciar algo assim, na frente de todos? Mas era isso, ela tomou coragem e anunciou...

- Vamos ser pais, Andy, pais de verdade, não pais macacos como os meus, ou quaisquer pais ausentes que sejam os seus...
- Mas como, como? Você não era menino?
- Eu ainda sou tolinho, eu apenas coloquei nossos nomes na lista de adoção, e queria saber se você aceita... Então?
- É claro que eu aceito, é claro Berta! Vamos ser pais...

Houve muita festa e algo de álcool aquela noite. Andy tinha algo de uma erva guardada no bolso, para desfrutar mais tarde... E as quatro garotas e meia e o rapaz que estavam lá sabiam que estavam felizes, o mais feliz que podem ser, num mundo onde nada é impossível...

Do alto, do espaço, além dos horizontes, além da galáxia e deste plano, vagando numa sala de estar que ele inventou para si próprio, Rilleh vagava, feliz com a trama que inventou, com os problemas que causou, e por ter ao seu colo seu Pikathulhu, tirando da Terra para si e por si mesmo. 

Rilleh já não dorme, ao contrário, agora mantém o mundo que criou deliberadamente como está, pois gostou do mundo que viu em seus sonhos, mas melhor que mais ninguém saiba disso, ou que foi Nyannara que colocou em curso o plano para despertá-lo, e que usou o dia terrestre em que Rilleh esteve desperto, para fazê-lo manter o mundo que havia criado em sonho... Um mundo que poderá durar muitos anos agora, ou ao menos, até o filme que parecia que ira começar em sua TV ser tão interessante como parecia ser...

domingo, 22 de dezembro de 2013

Capítulo 21: Arrumando a casa

O corpo de Michel Jackson foi cremado, suas cinzas dadas e comer para um Kafkanian, que foi cremado e servido como ração para pokéthulhus de diferentes partes da ilha. Tudo para evitar que qualquer rasgo de poderes que pudessem trazer Michel Jackson de volta à vida.

- Eu achei que meu Pikathulhu fosse voltar à vida... - dizia Flor.
- Também achei que meus Pokethulhus voltariam à vida, Flor - dizia Leah - mas o importante é que o Louco está morto, e que nossa realidade está mantida.
- Eu sei, como sofri de te ver namorando o Berto... Me ignorando, como era no velho mundo....
- Você acha que sofreu, experimenta ter que namorar o Berto... Eu paguei minhas pipocas naquele cinema.
- Vocês foram ao cinema?!
- Bom, o importante é que tudo acabou,  não é?

E as duas voltaram para a diretoria da Univrsity Muskratonic, onde encontraram com Derleth, Block e Nyannara. Nesse exato momento, a diretora Limlo estava condecorando as duas pela ajuda contra o Louco. 

- Então, o que será de vocês garotas? Vão mesmo abandonar o mundo dos Pokéthulhus e virarem atendentes de banco? - Perguntava Leah.
- Não Lih, vamos ficar. Vamos ficar trabalhando na Universidade, a convite da Limlo! - Block quase saltitiva de alegria - Eu serei professora de defesa pessoal e Derleth vai trabalhar na parte administrativa... 
- Não acredito! Que bom por vocês, dizia Flor, vão ter uma desculpa para usar Tailers todos os dias.
- Sim, e sapatos sociais de salto, dizia Derleth, feliz com a sua realidade mantida, e por continuar próxima de um mundo em contato com os Pokéthulhus...
- Fico feliz por vocês, mas Nyanara, cadê os sapatos que me prometeu? 
- Depois da minha palestra Flor, vão ficar para assistí-la? 
- Não podemos, Berta aqui diz que precisa realmente falar com Andy alguma coisa, e que não pode mais esperar. 
- Então que assim seja, minhas acólitas favoritas, vão e continuem a defender nosso mundo dos perigos que podem trazer a velha realidade de volta, vão e nos salvem...

E sem mais, após alguns dias de muita loucura, e dos riscos da velha realidade voltar, as cinco garotas, bom, quatro e um transgênero, voltaram para New Sunnit. O barco que Flor tinha arrumado seguia na costa, e Flor pode ir contando para Berta todas as melhorias que fez no velho barco. Chegava ao fim mais uma grande aventura...

sábado, 21 de dezembro de 2013

Capítulo 20: Alea jacta est

Naquela manhã ainda, em todos os jornais, e em todos os dois canais de TV que existiam (e o que você espera num mundo que há tanto por fazer do lado de fora, mais interessante que qualquer coisa que passe na TV), uma jornalista linda, de vestido demasiado curto, e com um corpo escultural, anunciava que os quatro conscientes estavam agora em segurança, na Muskatronic Univrsity.

Não demorou para a notícia chegar até o Louco, que sorria e olhava para Berta ao seu lado, ainda com muita fome e claramente com medo, preocupada... Ele sorriu, e disse para ela, sem esperar resposta:

- E a mim me chamam de Louco? Colocando os tão importantes Pokéthulhus num lugar tão fácil? Logo voltarei a ser o que sempre fui, o Rei.
- Você vai se dar mal, seu maldito. Louco, Maluco, insano...
- Berta, Berta, Berta... Elogios não te levar a nenhum lugar, além daqueles que eu também vou...
- Se eu ainda fosse aquele bullying...
- Você o que? Iria correr para seus pais macacos? Você sempre foi uma garotinha, com ou sem o vestido, você sempre foi uma garotinha, e eu gosto disso em você, me lembra alguém... Alguém muito especial para mim, em Monsters Night... 
- O quê?
- Nada, Nada... Nem eu sei o que estou falando... Vamos garota, hora de irmos...

E num gesto exagerado e teatral, de forma absurda e incrível, ele envolveu a Berta da mesma forma que fez das outras vezes, com o seu braço Téntátônix e então se teleportou, diretamente para o centro da Univrsity Muskratonic, onde um grupo de alunos quase morre do coração com sua chegada. Claro, eram alunos de contabilidade, cuja imaginação já vem morta de berço e, por isso, incapazes de lidar com a realidade dos deuses que sonham. Um aluno morreu uma vez de excitação por ver uma TV ligada.

- Venham de onde estiverem, Pokéthulhus malditos, eu tenho fome!
- Então venha pegá-los, miserável! - Era Leah, ela vestia uma saia que contrariava todas as sensuras e um top ajustado, e num gesto, invocou a uma Kafkanian gritando - ataque de vômito Kafkaniam!

O Louco nem teve que pensar muito, com o poder que absoveru do senhor dos Pikathulhus, jogou a Berta para longe, e deixou o vômito acertar seu braço Téntátônix, e sem reagir ao ataque, já buscou absorver à barata incômoda, mostrando-lhe o peito nu e branco feito mármore... Foi só um segundo e a barata desapareceu...

- Você não pode me vencer, pirralha... 
- Eu não preciso...
- Você gosta de comer, não é maldito? Pois coma isso - era Flor quem gritava agora, e estava de pé, num tailer rosa, invocando ao seu próprio Téntátônix e atirando-o sobre o Louco...
- Eu posso devorar a todos, eu sou invvencível! - Gritava o Louco, esquivando da gigantesca serpente de pedra que caia sobre ele, com uma velocidade supernatural e tentando se preparar para absorver também este deus...
- Sabe, Louco, eu me lembro de você... Ou devo dizer, Michel, Michel Jackson? - era Derleth falando agora

O louco tremeu, e sem ação acabou chicoteado pela criatura de pedra imensa e absurda... Mas se recuperou, se recuperou graças aos poderes de cura do Lllidorino. 

- Como você descobriu? Quem te contou? - o falsete na voz voltou quase imediato...
- Ninguém precisou me contar... eu só fiz as contas... Yogoloth-Pod, arremesse cadeiras da faculdade nele! - E o gigante panda começou a jogar cadeiras, carteiras e alguns alunos de contabilidade contra Michel, que teve que usar toda sua habilidade para esquivar-se dos objetos...
- Vamos ver, voltou dos mortos, como thriller, saiu andando do reflexo da lua, como Moon Walker, se contorciona como passos de dança, a pela de mármore, a roupa brega, meias brancas com calças e sapatos pretos, mas sobre tudo, a falta do nariz!
- É verdade, eu sou o devorador, eu sou o Michel Jackson, e não é saber meu nome que vai me matar! Eu sou imortal! - e num surto de ataques, como se dezenas de Pokéthulhus atacassem ao mesmo tempo, Yogoloth-Pod foi arremessado longe, o Téntátônix de Flor foi teleportado para o meio do Rio sem Nome, as Cadeiras e estudantes foram arremssados contra Leah, Flor e Derleth. - Ninguém pode me deter!

Até que, num clique metálico, a espinha de Michel gelou e foi Block que falou, pegando-o de surpresa...

- Pois eu tenho uma varinha mágica aqui que diz o contrário, Michel... É pau de fogo, filho da puta, morre! Morre! Morre!

Foram precisos três seguranças da universidade para tirarem Block de sobre o corpo pastoso e irreconhecível do que foi um dia Michel Jackson, ressurreto dos mortos, e agora, morto novamente. 

Num canto da faculdade, Berta despertava do arremesso, perguntando o que havia acontecido, e quem era ou foi Michel Jackson...

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Capítulo 18: Chegada a Mukratonic Univrsity

Flor de Cactos foi a primeira a acordar. Seu vestido estava destruído, ela, e todos ao seu redor tinham desmaiado, ou dormido que seja, no meio do que quer que estivessem fazendo. Para elas foi apenas triste ter a roupa arruinada nas ruas de terra da entrada da universidade, mas foi particularmente triste para todos os passageiros e tripulação dos diversos Boings que estavam no ar na hora do acidente. Tempos depois uma TV faria um seriado que foi um fiasco, baseado na teoria que todos no mundo todo não apenas desmaiaram por 237 segundos, como também viram, ou não, seu futuro. Qualquer tonto sabe que um Dodeclapuff faz exatamente isso...

Flor despertou a Leah, mas ao invés de fazê-lo com uma cotovelada, como estava acostumada, ela o fez com carinho raro, tão diferente do seu jeito de sempre acordá-la, sorriu tão diferente da sua forma de sempre sorrir, e sem aviso ou espantou tirou-a para dançar... Leah, sorriu de volta, feliz de espantar as últimas 24 horas da cabeça, e a abraçou e dançou junto com ela. Derleth e Block foram as que tiveram mais dificuldade para voltarem à suas novas vidas, particularmente Derleth, de volta à sua forma de mulher, com rara ligação com o outrora Professor Antony Helmans. Os peitos e seu corpo a traziam para a nova realidade.

Elas olharam o barco na costa, bem preso, olharam a universidade com seus largos muros à frente delas, ao lado, ligeiramente à esquerda, indo em direção à Bahia Carcosa, havia uma cidade universitária, formada basicamente por repúblicas de estudantes, livrarias, cafés, bares e restaurantes, e algumas lojas de roupas. As quatro sorriram. Quando toda sua realidade depende do sonho de um deus ancestral que pode acordar tão facilmente como com a morte de um dos seus guardiões, o futuro do mundo pode esperar um dia à mais, hoje elas iriam curtir, e comprar roupas novas. 

Leah se comprou um vestido elegante, e sandálias de alto e uma bolsa elegante, feminina e delicada. Flor se comprou um terno rosa, buscando agarrar sua feminilidade e sem se lembrar que dava mais um passo para o futuro previsto pelo Dodeclapuff. Block e Derleth compraram tailers e pastas executivas femininas, prevendo um futuro como funcionárias em algum lugar, talvez, um concurso para trabalharem em algum banco público...

Festejaram nos bares, foram para a balada, onde as mais velhas compraram drinks para as mais novas, dançaram, se beijaram e dormiram como há algum tempo não faziam...

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Capítulo 17: Aquelas 24 horas perdidas

Estudiosos iriam dedicar anos ao estudo dos ocorridos durante aquelas 24 horas, e ainda assim, quando finalmente os acontecimentos ocorridos durante aquele 29 de dezembro de 2013 da nova realidade, ou como diziam então, 29 de Téntátônix do ano 3, ainda iriam suscitar para todo o sempre centenas de teorias de conspiração e documentários no Discovery Channel e no History Channel, associando os ocorridos com alucinações coletivas, a chegada de alienígenas ou a presença de algum deus monoteísta, que fazem com que, à parte um grupo seleto de crédulos, todos iriam rir-se destas ideias tão tontas.

Seja como for, é um fato consumado, que naquela manhã seguinte, sem saber como chegou lá, ou melhor ainda, achando que tudo que tinha vivido até aqui foi meramente um sonho, Flor de Cactos desperta na manhã seguinte novamente como Flock Shields, em seu quarto, com seu amado rato Flash na gaiola ao seu lado. O cheio de café e torradas na manteiga o despertou, e então ele ouviu as vozes de seus pais no piso debaixo, na cozinha. Ele reclamava algo sobre os custos das passagens de ônibus e ela sobre os preços dos mercados e o aumento da hora da pista de boliche. Flor olhou suas roupas masculinas, e como um sonho, afastou as sapatilhas e vestidos da sua mente, seguiriam sendo um sonho do passado. 

Leah, acordou órfã como estava, na casa que era só sua e de sua tartaruga. Tinha pedido emancipação para ficar com a casa, ainda que seu pais, antes de se matarem, tenham deixado tudo para obras de caridade e instituições de criação de iscas de pesca. Ela se vestiu com seus vestidos preferidos e se preparo para sair ao colégio. Afastando a antiga realidade da mente, ela teria um encontro esta noite, e estava ansiosa por arrumar um marido que a sustentasse, antes que a pensão do estado acabe, o que seria quando ela cumprisse 16 anos. 

No ônibus para o colegial, ela encontrou-se com Berto, seu namorado. Ele estava lá, com uma jaqueta da equipe esportiva do colégio, apesar de fazer um calor que poderia assar um bolo no ônibus tomado de gente. Ambos se sentiam estranhos ali, e como todos viviam olhando para aparelhos pequenos, celulares, era isso. Ambos se lembraram dos seus, quase ao mesmo tempo. 

Ao chegarem no colégio, fingiram que não viram ao Flock, e foram direto para a sala de aula. A aula de economia do Professor Antony Helmans era a pior. Inseguro, deprimente, um triste homem solteiro. O dia transcorreu normal, Berto na roda dos populares, Leah na roda das populares, Flock renegado entre os impopulares. O único incidente foi o cinema de Leah e Berto, prejudicados com uma passeata feminista na avenida que prejudicou um pouco o filme. Não que ambos tenham se dado conta.

Ao final do dia, os três, relativamente tristes, foram para suas casas. O jornal falava algo sobre um novo imposto, Flock olhava os folhetos de cursos universitários. Ele queria fazer moda, mas seus pais queriam que ele fizesse algo útil, como medicina ou direito. Ele suspirava, mesmo sabendo que ainda era alguém muito feliz, o mais feliz possível para alguém preso para sempre na classe média baixa, e sem perspectivas de crescimento ou sem rasgo de genialidade. Antes de dormir por mais um dia que passou diante dele, ele olha para o velhíssimo ratinho em sua gaiola, e diz:

- Se ao menos pudéssemos ser algo diferente, Flash, se houvesse alguma alternativa a essa vida mais ou menos...

Mas tudo que seu rato fez, foi suspirar de forma inaudível, e morrer de velho...

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Capítulo 16: Breve interlúdio

Quatro dos cinco conscientes moravam na ilha de Bal-Saggoth, no salão do constrangimento, logo atrás da sala das revelações, os quatro moravam com a antiga mãe de Flor, a Senhora Shields, antiga mestra da equipe Eibon, um grupo de adultos que buscava restaurar a normalidade do mundo e compreender o que era o número 42, era agora a guardiã dos Pokéthulhus conscientes, ainda que ela própria tivesse a mente regressada aos 12 anos de idade e agora tivesse pouca consciêndia do que fazia.

- Sei que há um desequilíbrio em nosso mundo, Guardião dos Sonhos...
- Também sinto isso, Pikathulhu. Devemos terminar com isso, hoje, ou o sonho de Rilleh pode acabar.
- Somos os mais poderosos, nós quatro, devemos atacar ao Louco. - era Téntátônix falando agora.
- E temos que repovoar o que o Louco está distruindo - era Scuttle quem dizia isso agora. 
- E todos queremos limonadas! Ah... Limonadas e um dia de sol na praia com minhas bonecas de Martha Hary - era a mãe de Flor de Cactos quem falava, que destoava do corpo de mulher de 40 anos com suas roupas e ações de uma garotinha de 12 anos. Uma imagem dolorida de se ver.
- Guarde a limonada Senhora Shields...
- Brooke,  me chame de Brooke, gracioso ratinho Flash...

Sem mais delongas, e muito aborrecido com o que estava acontecendo, Flash partiu, tão rápido e tão determinado, que correu sobre os mares, correu sobre a costa, cruzou Sharnoph-Reef, New Sunnit, passou ventando pelas vilas dos pescadores, mas ao invés de entrar no Rio sem Nome, ele virou a direita no Muskratonic Valley, e correu para as montanhas, onde ele entrou e encontrou-se com Berta, desmaiada no solo...

- Berta, você está bem? Berta...
- Ela esta bem, sim, Pikathulhu, eu o estava esperando...
- Louco... então já sabia que eu vinha, não é mesmo?
- E estava ansioso, com tanta fome...

Pikathulhu acreditava que teria uma luta épica, difícil, mas que venceria, após 18 a 19 capítulos, como uma luta de DragonBall, por isso, não forma de expressar sua surpresa ao saber, que tão logo pensou em atacar, uma luz começou a sugá-lo e, sem perceber, ele foi pego pelo Louco. O louco o absorveu, e então gritou, caiu no chão, fez duas ou três piruetas de danças e então, entre convulsões, ele vomitou um rato, branco e sem graça, e sem poder algum... Pikathulhu, o Senhor de todos os Pikathulhus foi vencido, sem sua merecida luta épica...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Capítulo 15: Cruzando o rio sem nome

O Rio sem Nome é um rio de águas negras, caudalosas e que eventualmente, correm ao contrário abrindo um portal, por apenas alguns segundos, para a terra regular dos anos 1970, num parque de diversões com uma única criatura mágica, um unicórnio. Suas águas eram tão poluídas como um Tietê e um Riachuelo juntos, algo como um Tâmisa Londrino na era do carvão.

Leah, Flor, Derleth e Block estavam prontas para cruzá-lo no glorioso bote reparado por Flor, O cruzador Rainbow. Particularmente esta manhã as águas do rio estavam tranqüilas, e seria possível cruzá-lo com remos somente. 

- Tem certeza que esse barco não vai arruinar meus sapatos, né Flor?
- Certeza absoluta Leah, esses All Stars hipster já vêem arruinados de loja. 
- Esta brava ainda que eu não quero mais usar saltos, né?
- Saltos, saias, maquiagem... Desde quando uniformes de hockey são consideradas roupas?
- Por Jynx Flor, não posso mais me expressar?
- Com essas roupas você já esta gritando, Leah!
- Calem ma boca as duas - disse Derleth - e ajudem a remar!
- Dér tem razão, meninas, mais remos, menos reclamações.

Cruzaram o rio, surpresas como os remendos que Flor fez no barco tão somente com instrumentos domésticos não apenas funcionou, como o deixou 10% mais eficiente em deslizar sobre as águas. Todas estavam impressionadas, e assim, cheia de orgulho, Flor declarou:

- Vi Martha Stwart reformar um barco, ela recomendou colocar hidratante e cera de abelhas para depilação na parte inferior do barco, para diminuir o atrito da água e aumentar a navegação....
- Flor, quantos anos perdemos com você como menino. As garotas precisam de você há mais tempo do que pensamos...
- Ah, obrigada Block, muito gentil... Vou tricotar uma bluzinha para você quando chegarmos na universidade...

Sem mais delongas, as garotas conseguiram cruzar o rio, passaram sob uma família de monstros do Lago Ness, os primeiros Pokéthulhus a chegarem a nossa realidade, nos anos 70, mas eles estavam ocupados, fazendo amor enquanto suas crianças dormiam, o que foi muita sorte para as garotas.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Capítulo 14: Muskratoniky Univrsity

Como qualquer coisa que os homens colocam os olhos, um desejo de disciplinar, categorizar e organizar surge na cabeça de algum bastardo, e isso vira um livro para outros curiosos, um curso opcional, um curso mais técnico, uma matéria na faculdade e quando menos se espera, alguém já tem um mestrado e é um consultor caro sobre o assunto...

Muskratonic Univrsity é um exemplo clássico do tema. Há três anos os deuses despertaram, ocuparam a terra e substituíram todos os animais do mundo por versões profanas e insanas. Neste pequeno intervalo, 239 livros foram escritos sobre o tema, ignorando evidentemente os Pokénomikons, o livro mais impresso desde a invensão da prensa de Guttemberg. A Universidade usou alguns Pokéthulhus como o Dodecapluff, capazes de viajarem no tempo, para criar formações de 12 anos em 1, graduação, especialização, mestrado e doutorado. 

Um efeito colateral das formações no futuro, é que as pessoas têm a oportunidade de já saberem com quem irão se casar, qual será sua preferência sexual, e como será sua vida no futuro. Assim, com apenas alguns dias, você já tem verdadeiros entusiastas ou desistentes em pânico, ainda que já soubessem que iriam desistir. 

A diretora, chamada de grande bibliotecária, Lumli, é a maior Pokéthulóloga do mundo. E ela também não apenas fez dois doutorados como também foi escolhida por Rilleh, sua parte inconsciênte ao menos, para representá-lo no mundo, o que faz dela uma espécie de elegia, ainda que Rilet jamais irá se lembrar disso, já que foi sua parte inconsciênte que fez a escolha.

Isso passa a cada vez que alguém esquece onde colocou as chaves, já que foi a parte inconsciênte que fez a escolha. Especialistas em Pokéthulologia dizem que isso acontece o tempo todo no universo.

A Universidade tem aparência de qualquer faculdade norteamericana, com prédios de tijolos e muito espaço verde domesticado na forma de praças entre as construções. Em suas vias, alunos se acomulam discutindo e sonhando com o futuro. Isto é, claro, com exceção do prédio de Pokéthulologia, que é escuro, envolto em bruma e de construções gigantescas e tetos abobodados, com uma arquitetura profana e obscura, onde o uniforme dos alunos são robes negros com capuz, e das alunas, roupas de colegiais japonesas com saias plissadas curtas de estampas xadrez. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Capítulo 13: Derleth e Block

Derleth e Block acordaram no meio da noite. Elas tinham agora 19 anos, e já estavam no limite da idade para serem cultistas Pokéthulhus. A mente de ambas já tinham dificuldades em aceitar a nova sociedade. Às vezes ambas poderia estar paradas, diante de dois Téntátônix em pleno ato sexual, e tudo que suas mentes viam eram a lista de compras do mercado, memórias de programas que queria assistir na TV, roteiros e tramas de novelas superficiais.

Manter-se ligadas a este mundo era algo que as duas queriam muito. Estavam felizes de terem deixado o Time Eibon, ainda que ele ainda existisse. Estavam felizes de terem feito amizade com Leah e com Flor, ainda que Flor fosse por vezes um menino mimado, outras vezes, uma megera ingrata e invejosa. De qualquer forma, suas influências sobre os Pokéthulhus via caindo, e elas sentiam isso a cada derrota para as duas meninas líderes de templos. 

Nesta noite as duas olharam para fora, e viram a vila agora apenas deserta, sem a assombração dos corpos e sem nenhum Pokéthulhu, e sentiram o véu da realidade pesando sobre seus ombros. A vida fora desta loucura não seria tão má, afinal. 

Derleth tinha conquistado o direito de viver na nova ordem mundial, ela não voltaria a ser o contador chato do passado. Block não era mais a líder feminista do velho mundo, mas não precisava, aqui, na nova ordem, logo depois dos deuses eram as mulheres que mandavam: Nyannara, a mestra dos mestres, exércitos clônicos de policiais Gostosas e enfermeiras Saradas. A grande Bibliotecária, Lumli, a maior Pokéthulóloga do mundo, por Jynx, Flor de Cactos poderia ser uma chata, mas era uma das melhores cultistas que já havia conhecido. 

As duas sentiram-se distantes do mundo, um desejo estranho de voltarem para casa, fazer faxina, compras no shopping e assistir a um filme no cinema percorreu suas espinhas. Se deram as mãos, se beijaram longamente, e olharam para Flor e Leah dormindo. Talvez uma última luta, uma última viagem, pelos velhos tempos e pelas tentativas de matar à suas novas amigas, e então, procurar emprego e uma vida adulta para cuidarem... Só talvez.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Capítulo 12: Berta

Berta capturada ficou desmaiada. Ela se lembrava de ver o uma esfera em quatro dimensões surgir, tragar ao seu marido Andy e alguns dos Pokéthulhus, e desaparecer. O gesto levou parte do braço de O Louco, e o fez gritar e urrar de forma insana. Seu braço retrocedeu à forma humana, mas de uma forma amputada, do cotovelo para baixo.

O Louco então virou-se para os outros Pokéthulhus ali presentes, e com um olhar fixo, fez algo que Berta primeiro pensou que era uma luz, surgindo do peito do Louco, mas depois ela entendeu, estava tudo errado, era uma luz que era tragada para o peito dele, a luz tragou também a Butterfynx, Boiteratech, Yogoloth-Pod, Polithulhu-Warp, e todos, todos os deuses que estavam ali. Quando o festim diabólico terminou, não havia um único deus no templo. O Louco estava recuperado, tinha não apenas seu braço de volta, como também sua pele já não era albina, era algo quase café, e seu nariz havia voltado....

Berta ficou pensando, pensando, ela já havia visto aquele rosto antes. Em algum lugar... Mas aquele olhar, tão perturbado, tão insano, a fez tremer de medo, pânico, pavor, e então, ela desmaiou...

Quando acordou, ela teve a infelicidade de despertar da mesma forma que dormiu em seu próprio templo. Só que agora eles estavam num outro lugar, numa aldeia de pescadores. O Louco esmagava, matava, esguichava ácido, fogo e pedras sobre os moradores. Viu um mínnion de um Scuttle, uma versão menor do deus consciente de Leah, tentando defender a sua Vila e sua fazenda humana. Ele atacou com bravura, usou ataques que ela nem sabia existirem, mas no final, teve o mesmo fim de todos da vila, foi absorvida pela Louco. 

O Louco respirou fundo ao terminar, como quem come demais e muito rápido, e então fechou os olhos e vomitou, muito, larvas, cobras, minhocas, borboletas e uma estranha tartaruga, grande demais para ter saído dele... Berta pensou estar sonhando, há anos sem ver tais criaturas, tão normais, tão mundanas. 

O Louco havia se alimentado dos deuses delas, e regurgitado criaturas ordinárias. Ele não estava mais se curando apenas, ele estava tragando as essências delas. Talvez, só talvez, aquela criatura Louca, que se assemelhava a um ser humano adulto, fosse o maior perigo à nova ordem mundial, ao sonho e Rilleh, e ao novo mundo de Berta. Berta vislumbrou voltar a ser um valentão sem amigos na escola de novo, chamado Berto e educado por pais tão pobres e ignorantes, que ele preferia mentir que era macacos, e ninguém nunca conseguiu duvidar dele... Esta mera expectativa contrastava tanto com algo que ela tinha feito há pouco tempo, com algo que passava com ela justo agora, ela teve medo, e desmaiou de novo...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Capítulo 11: Em algum lugar das montanhas

A figura magra, de chapéu Panamá e camisa vermelha, calças social ajustada e sapatos de dançar com meias brancas, olhava para fora de sua caverna. Ele podia agora se mover tão rápido como um Pikathulhu, mas comia como o panda gordo e demoníaco Yogoloth-Pod. Tinha tanta fome... fome por mais deuses, fome por Pokéthulhus.

Fitou na floresta por mais criaturas. Estava cansado de criaturas insetos e mal cheirosas, queira algo bom. Em sua cabeça recordações mescladas de um muscial, na sua vida anterior, e um sabor, um paladar, que ele ainda não reencontrou... Olhou para Berto/Berto alí, naquele vestido de princesa Disney e seus trejeito andróginos, e algo naquelas forma o fez se lembrar de sua vida passada. Vida passada... Ele, o Louco, se lembrava de ter vivido antes da Nova Ordem, e de ter morrido...

Tudo era tão confuso, ele se lembrava de uma sala, de uma programação de TV e algo indecifrável, de milhares de cabeças, braços, troncos, olhos e bocas, cujo tamanho era do infinitamente gigante a até mesmo do tamanho humano, de acordo com a forma com você olhava. Um piscar de olho e uma inclinação de um grau no ângulo do olhar, e a criatura ia de gigante no horizonte distante há algo tão perto e tão pequeno que se poderia pisar com mais um passo. 

Fosse o que fosse a criatura, ali definitivamente era uma sala, havia a TV, o tapete redondo brega, a mesa de centro, e a poltrona. Algo na TV lembrava a si próprio, ainda que ele mal soubesse quem era. Foi quando, de súbito, um dos infinitos olhos daquilo se abriu, se fixou nele, e sua mente virou mingau. Tudo que ele se lembra de ter a sensação de ter a pela arrancada com um descascador de batatas, por horas, dias, meses, e então, então, nada...

O Louco acordou num cemitério. Sem idéia do que ou quem era, mas soube imediatamente, conforme ao absorver Kafkanians e outros Pokéthulhus larvas e insetos, que seu corpo se restaurava, que ele podia armazená-las, usá-las, e aquilo, aquilo era bom...

Do túmulo que ele levantou, um fio de água formado pelas chuvas da madrugada, deixava o reflexo da lua, conforme ele andava para fora dela...

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Capítulo 10: Limpeza e planejamento

- Téntátônix, eu escolho você, disse Flor, enquanto sacava seu Pokénomikon de sua bolsa Louis Vutton (era cópia mal feita). - Velho amigo, há quanto tempo. Ó venerado deus insano de pedra e serpentes, alimente-se, alimente-se destes corpos e limpe este lugar para nós...

Sua criatura fez como ordenado. Alimentava-se tão rápidamente e de forma tão eficiente, era impossível acreditar que algum dia, houve ali, qualquer forma de corpos...

Flor sentia falta a cada instante de seu velho rato Flash, que era um dos cinco deuses conscientes, também chamado de Pikathulhu. Ele tinha ficado na ilha de Bal-Saggoth, com Nyanara, junto com o Guardião dos Sonhos, o Téntátônix consciente e o Scuttle de Leah. Apenas o Dohlet, que era bobo demais para ser alguém importante, quis ficar com seu amo. 

- Garotas, organizem um abrigo na casa que acharem em melhores condições... - Ainda era Flor - eu vou arrumar um barco para nós.
- Mas como você vai arrumar o barco - perguntava Leah.
- Um truque que aprendi no livro "Dona de casa moderna", basicamente você utiliza uma meia calça transparente, esmalte incolor, grampos de cabelo e um pouco de cola, e você pode fazer um remendo para barcos...
- Nossa, o que é esse livro, McGiver de saias?
- Nope, só uma dona de casa consciente e preparada para tudo...

E assim as garotas colocaram suas coisas em marcha. Arrumaram uma casa, roubaram de todos para criar um único guardo decorado e delicado o suficiente para elas. No meio tempo, Téntátônix terminou de "limpar" a vila, se você me entende. No final, as quatro estavam reunidas e só podiam pensar, o que era esse Louco? 

- Será que é um Pokéthulhu que parece um humano adulto e se alimenta de outros deuses?
- Ou um maluco qualquer?
- Lí que bruxos, magos, loucos e bêbados podem lidar com criaturas deuses, sem o véu da realidade....
- Podem ser tantas coisas...

Leah ficou olhando pela janela, sem saber o que fazer, mas duas coisas a intrigavam, uma presença nas montanhas, que a atraía, que a fascinava, mas principalmente, e essa era a segunda coisa, algo que há anos que ela não via, uma borboleta real, na sua frente, pousada, como nos bons tempos ancestrais... 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Capítulo 9: Na estrada novamente...

Na estrada as quatro amigas iam conversando. Para garantir o assunto, Flor comprou uma revista de fofoca sobre artistas e suas vidas privadas. Leah comprou o Guia da Fórmula 1 para ir lendo com Derleth e Block comprou um livro antigo num sebo, chamado Poesia social del siglo XX, em espanhol.

A estrada estava plácida, o céu azul e a temperatura de amena para alta, ou seja, praticamente frio para as garotas, mesmo que o mundo já há 3 anos era um eterno verão perfeito. Em algum lugar deste novo mundo maluco, um cara chamado Emanuel Campos sofria há 3 anos, se perguntando que tinha feito de errado para estar nesse inferno. Ele costumava escrever nu, sentado numa bacia com água e gelo, pelas tarde e não tinha uma noite decente de sono há anos. Ao menos era isso que Flor lia na sua revista de fofocas sobre as celebridades esquecidas pelo tempo e que piraram. Diz ainda que o tal escritor só usa roupas brancas, vive numa casa toda branca, higienizada todos os dias, e nunca corta unhas, barba ou cabelo. 

- Bela escolha de sapatos, Flor...
- Ah, Sneakers, a beleza dos saltos sem o inconveniente de cravar os mesmos na areia a cada passo...
- Onde você comprou?
- Não conto. Nunca!

A estrada fez uma curva para a direita, e então, elas se viram diante de uma minúscula aldeia de pescadores. Deveriam ser umas 20 casas, se tanto. 

- Meleca, aposto que não tem sinal de internet aqui... - era Derleth reclamando
- Internet? Nem meu celular dá sinal... - era Block reclamando...
- Será que tem TV? - perguntou Leah
- Será que tem alguma loja de moda, perguntou Flor de Cactos...

Mas o que elas viram quando se aproximaram, as deixou aterrorizadas, e fez suas antigas preocupações soarem ainda mais antiquadas. A cidade estava deserta, todos os moradores, mortos, e nenhum, nem um único Pokéthulhu regia esta vila. O Louco passara por aqui antes. Ele deveria estar indo para a Univrsity também... Todos os barcos tiveram seus cascos furados...

domingo, 8 de dezembro de 2013

Capítulo 8: Escolher uma nova rota

- Só existe um problema para irmos para a ilha de Bal-Saggoth, garotas, como vamos passar pelo Louco em Sharnoph-Reef? - era Flor, achando uma forma de não irem para a ilha.
- Bom, podemos contornar a cidade, mudar de porto ou usar um dos portos menores entre lá e aqui. Não vejo problema algum, Flor... -  era Derleth quem falava agorra...
- "Não vejo problema algum", repetiu com voz infantil Flor...

Sem solução, as quatro garotas decidiram que iriam juntas, deixando Andy para trás. Uma viagem das 4 amigas e um jeans viajante. Flor escolheu um sneaker, um vestido curto e uma bolsa estilo Bag. Leah escolheu um jeans, All Star e uma camiseta de futebol, seu gosto por roupas tem decaído com o tempo. Quanto à suas amigas do antigo Time Eibon, Derleth e Block desenterram o velho uniforme. 

Elas ainda gastaram um par de horas em definir quais novelas queriam gravar, quais não queriam. Derleth e Leah estavam insistentes sobre gravar também os jogos de golfe e tênis feminino. Flor pensava consigo mesma, "quem é gay agora, heim Dona Leah" e Block comprou todas as malas iguais com o tema da Barbie. 

Completavam os mantimentos garrafas de água mineral especial para mulheres, barras de cerial, papel higiênico, absorventes, maquiagens e rolos para o cabelo, numa quantidade só vista em farmácias ou em times da seleção feminina de vôlei. 

Restava a escolha do caminho, voando, andando ou a nado. Usar o teleporte do Sy'Thyradeo era arriscado com tantas pessoas e tantas coisas. Voar era arriscado pelas mesmas razões. Foi quando Flor, distraidamente, viu na TV a solução de seus problemas...

- Leah, acho que finalmente achei uma forma de não irmos para aquela maldita ilha, querida...
- E por que você diz isso? 

E apontando para a TV num timing perfeito de ter acabado o comercial que ela queria mostrar, ela disse:

- Por que Nyannara fará uma palestra aqui, ela foi convidade para falar na Muskratonic Univrsity...
- Vamos para a Universidade! - Gritaram todas felizes!

sábado, 7 de dezembro de 2013

Capítulo 7: O velho time, reunido

- Uau - disse Flor - você fez tudo isso então, para escapar?
- Sim - ganiu Andy, ainda com dor dos balaços que levou de seu próprio Dohlet - mas infelizmente não pude salvar a Berta. Minha Berta...
- Ainda não sei o que você viu nele. Tudo que ele usa, eu que indiquei para ele, afinal...
- Não é hora para isso, Flor... Eu tenho que salvá-la, e temos que impedir esse maluco.
- O Louco, você quer dizer.
- Isso, o Louco...

Block, Leah e Derleth estavam por de trás de Flor, ouvindo tudo, e lendo o capítulo anterior, para saberem o que aconteceu. Foi Derleth quem falou a seguir:

- E seus deuses, onde estão?
- No templo Pokéthulhu, com a enfermeira Sarada. Eu não tenho meus Pokénomicons para poder guardá-los, fugimos, literalmente, com a roupa do corpo. 
- E o que vão fazer agora? 
- Vamos? Eu vim pedir ajuda, não me voluntariar. O que vocês vão fazer?
- Vamos vencê-lo - gritou Leah - Vamos!
- Não há vitória, eu o ataquei com tudo que eu tinha!
- Não, você não atacou! Tem que ter algo que faltou!
- Ele usou o ataque de vômitos dos Kafkaniam, o teleporte dos Sy'Thyradios, os tentáculos do Téntátônix e do Lllidorino, um dos Pokéthulhus que nenhum de nós tem! E todos ao mesmo tempo! Mas o pior, eu o vi absorver não um ataque, mas um Pokéthulhu inteiro! 

Flor estava ansiosa, ouvindo a conversa das outras meninas com Andy, e não saber o que fazer, o que falar, ou o que vestir. Ela de repete se sentia indigna de ser representada por Jessica Alba no cinema, e por ser uma líder de um templo Pokéthulhu. Ela queria saber o que fazer... Mas foi Andy quem deu a resposta...

- Se ele, o Louco, pode mesmo absorver Pokéthulhus, ele não poderia acordar Rilleh, se absorver aos cinco despertos? 
- Em teoria - disseram juntas Block e Derleth, que sorriam pela casualidade e fizeram algum gesto diferente com as mãos - que só irritaram ainda mais à Flor, com aquela amostra de cumplicidade...
- Então não seria melhor falar com a Mestra dos mestres? Procurar por Nyanara? 
- Claro! - Disseram agora Leah, Derleth e Block, mas Flor apenas grunhiu de mal humor. Elas iriam para Bal-Saggoth, mais uma vez... E aquela maldita ilha sempre lhe arruinava seus sapatos...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Capítulo 6: Juntando as peças

- Quem é você?
- Eu sou o terror que passa na noite...
- É paira, imbecil, e deixe minha esposa em paz!
- Você se refere a esse delicado garotinho? Eu vou deixá-lo em paz, sim, quando eu me alimentar de seus pokéthulhus!
- Pois se é Pokéthulhu que você quer, é o que você vai ter... Butterfynx, ataque de raios!

Butterfynx saltou dentre os Pokéthulhus num ataque rápido e disparando uma saraivada de raios curtos e brilhantes, deixando seu tradicional rastro de purpurina no caminho, mas a reação do adulto que calou igualmente a Butterfynx e ao Andy. Num gesto rápido, seu braço se tornou uma parte do Téntátônix, e sem soltar a Berta, ele deixou os raios baterem contra o corpo de pedra que saía de seu antigo braço esquerdo. Sem esperar e sem aviso, então, ele se girou e desapareceu, num portal num ângulo invisível e surgiu por de trás da pequena e delicada fada, soltando uma rajada de vômito gelatinoso e mal cheiroso que arremessou a pobre fada para longe. 

Andy ainda estava se recuperando do que tinha visto, ele nunca vira um adulto encarar os Pokéthulhus, menos ainda lutar como eles, tão literalmente, e assim como ele surgira e desaparecera, ele agora envolvia ao próprio Andy, com seus tentáculos de Lllidorino. Andy se debateu, mas viu naquele rosto sem um nariz, um sorriso terrível, maníaco e resolveu deixar as regras de lado...

- Dohlet, arremesso de cocos, Sy'Thyradio ataque não euclidiano, Skoobay-Thulhu, ataque de pelos!
- Pequeno viadinho, você não pode me vencer! - Foi o que disse O Louco, e abrindo os braços, com Andy e Berta presos ainda em cada extremidade, ele abriu seu peito, branco feito mármore que vazava por uma camisa vermelha ordinária e só abotoada na altura da cintura. Numa corrida inacreditável, ele então absorveu ao Sy'Thyradeo, repeliu o ataque de pelos do Skoobai-Thulhu e deixou os cocos acertarem a Andy e a Berta, deliberadamente. Até mesmo o Dohlet parou de cantar. Alias, na pista de batalha, que também é templo e um salão de balet aos sábados pela noite, foi o próprio Dohlet quem rompeu o silêncio, virando-se para outro Sy'Thyradeo que estava em seus galhos:

- Sy, tirenos daqui, esse homem é louco! - e assim, Dohlet, Sy'Thyradeos, Skoobai-Thulhu Andy e uma parte do braço/Téntátônix daquele louco foram transportadas, por dimensões e universos, voltando a surgir na Terra, um dia depois, e em New Sunnit, às portas de um outro templo Pokéthulhu, um dos últimos templos amigos.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Capítulo 5: Um dia da nova rotina

- Leah, escolha o Pikathulhu!
- Calaboca Flor! Eu sei o que estou fazendo!
- Sabe nada... Esquerda! Esquiva! Ataque rápido!

Nesse instante um gigantesco Yogoloth-Pod caía sobre elas, Leah e Flor. Leah regiu o mais rápido que pode e, sacando um dodecaedro esverdeado invocou:

- Kafkanian, eu escolho você! - Invocando a uma criatura que parecia ser uma barata do tamanho de um Poodle, com tentáculos no lugar das patas e que fedia como carniça no verão! O gigantesco panda-deus, com uma imensa boca bem dentada no lugar da barriga recuou ante o surgimento da criatura. 

- Yogoloth, ataque de vômito! - gritaram duas garotas por trás do super panda-deus, e uma rajada de vômito amarelo voôu na direção da criatura.

- Kafkanian, alimente-se desse ataque e o devolva! - bradava Leah.

A criatura barata, que mais parecia a um skate, se colocou hereta sobre os tentáculos trazeiros, e na sua barriga infinitas e nojentas bocas surgiam, alimentando-se do ataque de vômitos verdes e fétidos e com a consistência de uma gelatina de maçã. Num giro rápido sobre um tentáculo, numa forma impossível de entender para a mente humana, Kafkaniam girou e devolveu o vômito, ainda mais fétido e viscosos sobre o Yogoloth-Pod.

- Yogoloth-Pod, esquiva e ataque rápido! - Mas já era tarde, e Derleth sabia disso. Seu panda deus caía inconsciente ante o ataque insano. 

Flor e Leah se abraçavam e sorriam, diante da vitória, enquanto Block dava um beijo de consolação em Derleth. Eram agora cinco derrotas seguidasara as pirralhas...

- Não se preocupem, vocês lutaram bem! - Dizia Leah.
- Verdade - concordava Flor... - lutaram bem e lindas! Onde vocês compraram esses vestidos?
- Na cidade velha Flock, isto é, Flor... - respondeu Derleth...

As quatro garotas riram e se abraçavam, depois a enfermeira Sarada poderia curar ao Yogoloth-Pod, e no intervalo, elas iriam assistir ao DVD de Pink e rir das fofocas das revistas femininas. Flor não pode disfarçar sua alegria com a aprendizagem de Leah, enquanto voltavam para seus aposentos de líderes de templo, e acabou falando...

- Só me pergunto se ainda há quem possa nos vencer, com tudo que aprendemos até hoje - dizia rindo e olhando para as garotas (e secretamente odiando a como Block estava magra e gostosa), mas seu sorriso e das outras logo se transformou num rosto sério e preocupado.

Dentro de seu quarto, Andy estava alí, totoalmente ferido, sem sua cópia visível de Pokénomikon, e com uma cabeça como colar, a cabeça que parecia de uma boneca Barbie sob tortura, a cabeça que um dia foi de sua Butterfynx...

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Capítulo 4: Para que viver

Em Sharnoph Reef, existia um cavalheiro. Um tipo saudável, adulto desde os 12 anos de idade, que nunca bebia, nunca fumava, nunca saía. Seu papel cuidar e gerenciar os correios e as formas de comunicação da cidade. Não de uma forma prática e consciente, mas da mesma forma que uma folha de chá sabe sobre as companhias orientais da Índia e sobre a história da Inglaterra. Mais especificamente, ele era como os geneticistas de Aldos Huxley, que mesclam componentes que não sabem como foram feitos com produtos que não sabem par que servem.

Perpértuos Pacificus era um cara legal, gostava do que fazia e fazia por 24/7 suas tarefas, sem importar como. Pelas manhãs corria, pelas tardes fugia da realidade, da nova e da velha, jogando jogos ainda mais profanos que casamentos com menores de idade ou os deuses que habitam agora nosso mundo: RPG's online. 

Uma noite ele saiu de casa no meio da madrugada. Ele odiava sair de casa no meio da madrugada, mas estava com a visita de seu amigo insuportável, um fumante inveterado, alcoólatra reconhecido e orgulhoso de ser, e falante como rádio com o botão desligar quebrado. E o filho da puta queria cerveja. Mais cerveja. Mas ao sair ele viu algo que o chocou ainda mais que seu amigo mal-educado e viciado, ele viu ao Louco. 

Uma forma andrógena, com calças coladas, meias brancas, e cabelos compridos, que tinha os braços abertos em cruz, e absorvia sem discrição há um Sy'Thyradeo. Seus olhares se cruzaram, Perpétuos sentiu os joelhos vacilarem, como nunca fizeram em sua vida. Tudo que ele conhecia e amava, tudo que ele queria como estava, estava agora ameaçado por esta visão que ele queria negar a todo custo. O Louco o olhou nos olhos. Ele tremeu, mas não pode escapar do que via.

- Eu sou o devorador dos deuses, o devorador das infâncias e do que é bom...

Perpétuos sem saber o que dizer, sorriu de volta apenas... Ele se lembrava de já tê-lo visto antes, em outra vida, na outra, antiga realidade... Mas como?

- Não se preocupe, eu fiz um favor para você, já matei ao seu amigo. 
- Mas e quanto a mim? O que será de mim?

O Louco riu. - De você? Nada, é claro. Eu só absorvo a vida, para mim só me interessam as crianças e aos Pokéthulhus, e absorvê-lo seria como tragar um estrato bancário, sem vida, sem criatividade e que raramente faz alguém feliz...

E com estas palavras o Louco se foi, ignorando ao homem que deixava para trás, que para sempre negaria, para si e para todos que esse encontro alguma vez ocorreu... 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Capítulo 3: Andy & Berta

A vida em Sharnoph Reef era tranquila e simples, os líderes dos ginásios de Sharnoph Reef e de Armitage viviam aqui, casados e emancipados.

- Andyyyy....
- Aqui no ginásio Berta! 
- Andy tenho que te falar algo, Andy. 

Berta já tinha 18 anos, era tão bonita e sensual como qualquer travesti de sua idade. Usava saltos número 44, tinha a cintura ajustada de uma tábua de passar roupa, e aquela voz sensual de Roberto. Andy ainda era o mesmo, 15 anos, um desafio ao politicamente correto, pudor e bom senso.

- O que você quer, querida?
- Andy, tenho uma revelação para te fazer. Você nunca adivinharia...
- Não são nossas fotos na ilha Bal-Saggoth de novo, não é mesmo? Eu já te expliquei o motivo da minha noite com Nyannara...
- Nada disso tolinho, nada disso. Até eu entendo aquela noite, aquele vestido, aquele corpinho.... Aquela maldita! Mas não é isso... 
- Então o que Betinha, minha vida?

Enquanto perguntava, Andy havia retornado ao seus afazeres, de alimentar seu Dohlet, espantar os estúpidos Sy'Thuradios, os pokéthulhus patos e os mais burros dos Pokéthulhus. Butterfunx e os Poly-wrath brincavam e no centro de tudo isso, Dohlet cantava macarena, como um coqueiro, consciente que era, fazendo malabarismo com alguns cocos que acabara de espelir... 

Andy se perdeu em lembranças por meio segundo, revivendo suas aventuras para encontrar os cinco conscientes, tudo que vivieu nesses três anos, e como o fato da enfermeira Sarada, a policial Gostosa ou até mesmo Nyannara, a mestra dos mestres, representarem hoje tão pouco para em relação à Berta para ele. Foi quando espantou os devaneios e se deu conta do silêncio atrás dele...

- Então Berta, Jynx, vai falar qual era a maldita revelação, ou um Téntátônix engoliu a sua lingua?

Mas ao invés de Berta, uma voz fina, quase feminina, e ainda assim, rouca e assustadora, como um discurso da presidente Dilma que lhe respondeu:

- Não, fui eu, mas eu posso providenciar que um Téntátônix o faça, se quiser...

O louco segurava a Berta por trás, com uma mão sobre sua boca, e com a outra mão, um tentáculo se formava em seu lugar, muito semelhante a uma das infinitas cabeças dos Téntátônix, o mesmo que ele absorveu há pouco... 

Overthinking Back to the future

And you thought I would let the date go blank, right? We arrive and go through that moment where the three "Back to the Future" fi...