Saudades das tardes incríveis e longas na praia, em janeiros, quando eu era criança e podia brincar e todo o quarteirão onde ficava meu prédio. Todinho. Dava voltas e voltas de bicicleta. Tínhamos uma casa, destas que os banhistas nunca apareciam, que usávamos o quintal como base de nosso clube. Era um nome pior que o outro, Clube da Caveira Sangrenta. Clube dos Radicais. Em janeiros éramos uma matilha de crianças, andando de bicicleta, brigando, nos separando e nos unindo.
Os dias eram incríveis. Longos que não dava para acreditar, como depois do almoço, jogávamos RPG até o sol abaixar. Íamos então de bicicleta, de Solemar até Caiçara. Comíamos um espetinho de camarão e voltávamos. Era hora do futebol.
Jogávamos futebol na praia. Até o sol sumir e ficar impossível ver a bola. E então voltávamos para casa, cansados, perdendo ou ganhando, não importava. Para o banho, jantar e as brincadeiras de esconder. Levava 3 dias para acabar cada tarde, na nossa mente de criança. Tristes, só os dias de chuva. Por que não podíamos sair de casa e tínhamos que jogar Atari, no começo, e depois Master System.
Que acontece com o tempo, que deixa o dia menor a cada ano em que envelhecemos? Hoje em dia, eu tenho uma reunião, às duas, e já considero a tarde morta. Depois duas horas até voltar para casa. Entre as tarefas do lar e jantar, já são dez horas. E entre o almoço e a cama, mal vi o que fiz. Qual era o segredo daquela infância, que faziam as tarde tão longas, e tão produtivas?
Overthinking Back to the future
And you thought I would let the date go blank, right? We arrive and go through that moment where the three "Back to the Future" fi...
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Um comentário:
"Anônimo disse:" no blog da sua vó! Paulo disse!
Cara, somos muito mais produtivos quando fazemos o que gostamos! E esse mal nos abala em qualquer época da vida.
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