quinta-feira, 13 de julho de 2017

7 viagens

7 viagens

Viajar para um lugar tranquilo para criar meus filhos só me rendeu, de definitivo, até agora, viagens mais longas e mais frequentes.

Para cada pequena coisa, se realiza uma viagem. Para a cidade ao lado norte, para comprar vegetais mais baratos, para a cidade ao lado sul, cuidar dos documentos, para capital, cuidar de outros documentos.

Felizmente venho de uma vida, 17 anos, num trabalho de campo, acostumado a viajar. E se há algo que aprendi com essas viagens é que, diferente do que diz Douglas Adams, leve sempre, sempre, fones de ouvido. Você nunca sabe quando numa viagem de cinco horas, você estará lado a lado com alguém com um bebê. Ou alguens. Ou o bebê é seu.

Não importa a situação, eu asseguro, um fone de ouvido no momento certo já preveniu mais homicídios que qualquer programa de desarmamento do governo.

Não só contra bebês, no fundo eles mal tem culpa de aborrecerem, não é como se fizessem de propósito. Mas tem cada adulto ainda mais chato qur um bebê, que vou te contar...

Outro dia fui a capital, cinco horas de ônibus, com um par de paraguaios a alguns acentos atras. E eles falaram alto, em sua liguagem mista de castellano e guarani, a viagem toda. Todinha.

Eu tinha fones de ouvido, mas acordava cada vez que algum album acabava e o silêncio dos fones me permitia escutá-los. Quase deu saudades do choro permanente do meu filho... Quase...


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