Postagens

Capítulo 2 - alianças

Ainda sem saber bem o que ocorria, a vista de sua vila se distanciando na mesma proporção que aumentavam as nuvens de fumaça negra que subiam dela. Incligan olhou ao redor, desolado. Ele acabara de deixar seu mestre, e tudo que ele conhecia como vida para trás. Ao seu redor estavam mulheres, crianças e jovens. - não acredito que pude deixar meu mestre para trás! - pensou em voz alta. - como? Respondeu alguém que parecia ainda mais distraído que ele ao seu lado. Era jovem, mas pouco mais jovem que o próprio Incligan. E forte. - desculpe, estava apenas pensando alto. Você tem alguma ideia do que esta acontecendo? - nenhuma, meu pai apenas mandou eu correr pegar um dos barcos quando soube da invasão... Ele até me deu sua espada.  - também não tenho ideia do que seja. Mas não gosto disso. Para onde esta indo? - meu pai pediu para esperar por ele no próximo porto dois dias. - e depois disso? - depois disso, se ele não aparecer, ele me pediu para vingá-lo. - sabe o que...

Capítulo 1 - Na igreja de Varsellas

Quando o cavaleiro semi-morto caiu sob o arco da cidade, as mais velhas já tiveram certeza de que era um mal presságio, mas quando o corpo morto deste cavaleiro saiu trotando pelas portas do próprio templo, duas delas morreram do coração ali mesmo. Pelo meio da tarde mais perfeita do mundo, Mestre Septimus caminhava com seu aprendiz ao seu lado, enquanto filosofavam sobre a vida, foi quando um dos soldados, Drollas ou Dagger, se aproximaram gritando: "Abram passagem, abram passagem, homem ferido!". Septimus voltou seu rosto ao pobre homem, um camponês das fazendas ao norte. Com feios cortes, mordidas de animais talvez, em torno do pescoço e punhos. "Esse lutou bem", pensou o clérigo. "O encontramos sob o arco dos muros, Sacerdote", se dirigiam ao Mestre Septimos, "ele estava muito ferido e disse que a guerra vem em nossa direção, que é para fugirmos". O mestre olhou bem nos olhos do ferido, e disse ao soldado que fechassem os portões, por pre...

Prólogo - A invasão

A gigantesca bola de fogo caiu com precisão matemática sobre uma casa de barro e teto de palha, que imediatamente explodiu em chamas que contagiaram os vizinhos. As tropas corriam trôpegas com escadas para apagar o fogo e água da fonte da praça. Roster passou a mão pela testa, que saiu úmida de suor e suja de fuligem. Drollas gritava com ele, ele havia parado de novo. Congelado vendo a cidade em chamas, sua cidade... A cidade de Varsellas era tão pequena que cabia todinha dentro de uma murada, isto é, ao menos sua parte central, deixando as fazendas ao seu redor expostas. Era uma cidade quase paradisíaca, na costa do litoral, com uma pequena serra ao fundo, e uma estrada que a margeava, ligando o norte ao sul. O clima ajudava também, uma cidade portuária que era uma eterna primavera, abençoada pela região sub-tropical e pelos ventos dos mares, tão apropriados para a frota comercial de Varsellas, orgulho de cada cidadão. No apuador, os construtores dos melhores navios do reino, ou a...

Rotas de Fuga, por Emanuel Campos - Clube de Autores

Rotas de Fuga, por Emanuel Campos - Clube de Autores Não é fácil ser escritor no Brasil. Aqueles que gostam de ler se tornam escritores, bons ou ruins, mas aqueles que não gostam de ler, não compram livros, seja de bons ou maus escritores. Escritores então estão relegados à escreverem entre si mesmos, lendo uns os livros dos outros e vice-versa.  Mas eu quis, e quero ser um escritor. Quero por ser leitor, quero por querer ser lido, quero por tudo que me inspiraram muito, muitos escritores (e escritoras), eis alguns dos que recordo com carinho aqui, e perdão antecipado, por aqueles que vou me esquecer. Claro que o talento supera tudo, Luiz Fernando Veríssimo, Paulo Coelho, Patrícia Melo, Ivana Arruda Leite, Marcelino Freire e tantos e tantos outros talentos estão aí para provar este ditado. Os escritores também gostam de ajudar, são altruístas, por saberem bem o que passaram para serem lidos. Minha infância foi marcada por escritores que perdi contato, ou que já partiram. Marc...

Mundo con eñe - Uruguay! Vamos aprender espanhol

Imagem
http://issuu.com/delearteemcampos/docs/el_mundo_con_e__e-uruguay/1?e=4455502/5120634 Mundo con eñe é uma revista sobre países que falam espanhol, cada revista aborda um país, e trás seus costumes, um escritor, um cantor, uma comida, uma entrevista. Além da versão virtual, ela também pode ser comprada no site clube de autores: https://clubedeautores.com.br/book/152610--El_Mundo_Con_Ene E também tem a AudioMagazine, que vocês podem conferir no link abaixo. É grátis, !Arriba! http://delearte.podbean.com/mf/web/hfad9m/ElMundoconEne-Uruguay.mp3

Steve Jobs - 2 anos da passagem...

Imagem
Eu tenho uma teoria. É maluca, eu sei. Mas eu acredito que as empresas são um reflexo das pessoas que as criaram. Você pode arrumar bons empregados. Você pode arrumar bons líderes. Mas ninguém, nunca, em momento algum, irá trabalhar com o entusiasmo, e com uma visão de criar uma mudança, como aquele que criou a empresa. Nós podemos ver a HP, que além de comprar a Palm em 2012, além de comprar a Compaq em 2005, além de comprar e comprar, o que podemos dizer que ela inventou na última década? Seus laptops são competentes, seus PC's são confiáveis. Suas calculadoras são veneráveis (ainda que tenham ficado mais burras, na contra mão da evolução das tecnologias móveis, pois vêm perdendo comunicações, portas de expansão e coisas que só quem operou um HP 48G, sabe o que faltam às novas calculadoras de engenharia. A IBM existe de uma forma competente. Cria soluções aqui e ali que se tornam referência no mercado. Hoje o foco da IBM parece voltado para cloud, para soluções compartilhad...

Conto: O fim...

Foi como um sonho que ele soube que aquele era o último dia do mundo. Mas na manhã que ele acordou, ele percebeu que ninguém mais se havia iterado, e o mundo seguia como sempre segue, na manhã cinza e de chuva, com o jornal falando das mesmas violências e dos mesmos roubos do governo, e dos mandos do crime e desmandos da política. E ele não soube o que fazer, e sem saber o que fazer, deixou o automático guiá-lo um pouco mais, e ele tomou um bom banho, e fez a barba, já que não sabia quando faria de novo, e então tomou um bom café. Não tinha sentido deixar tanta coisa na geladeira para estragar. Ainda encheu um balde de água antes de ir trabalhar, para deixar lá, pelo sim, em casa, de reserva, mas tampou-o bem. Se seu mundo iria acabar, a Dengue que não iria se beneficiar por ele. No trabalho os mesmos trânsitos insuportáveis e pessoas mal educadas, mal nascidas e mal comidas, que tornavam a ida ao trabalho ainda pior, mas assim mesmo, como fazia todos os dias, chegou ao trabalho e ...