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Capítulo 2: Reality Show

Flock não conseguia entender o que tinha acontecido. Aquele tinha sido um dia regular, chegar na sua casa vazia, com a cueca na cabeça, como Berto havia ordenado, quando o fez tirar a cueca sem baixar as calças, um truque que Berto era muito feliz de ter inventado, ao fazer a cueca sair pela cabeça, e não pelas pernas do alvo. Aquele dia, Flock tinha tido um ótimo dia. Ele não apanhou na cabeça uma única vez, e ainda foi convidado para o aniversário de Leah, então, por que aquilo estava acontecendo? Ele estava sonhando? Seu rato Flash subitamente havia começado a falar, e o pior, confessou haver testemunhado sua descoberta da sexualidade, ao menos que tange a Flock e a seu próprio membro, nas noites solitárias. E agora ali estava ele, Flash, olhando-o com olhos conscientes e esperando uma resposta dele. - Flock, você ainda está aqui, né? Eu te escolhi justamente por te achar burro demais para enlouquecer, não me decepcione. - Desculpa Flash, eu ainda estava pensando nas meias de o...

Capítulo 1: O despertar de Flock

It come to me in a dream, and the real life become my nightmare. Flock era uma criança regular, na escola regular, com pais regulares, em sua pequena ilha no pacífico, feliz da vida no máximo que uma criança de 12 anos pode ser, com pais quase separando e presos na classe média baixa. Ele tinha um rato de estimação e meia dúzia de amigos na escola, como também tinham os bullies, os valentões da sala de aula. O pior era Berto, um grandão, dois anos atrasados e muito, mas muito chato, que sempre aborrecia o pequeno Flock pelos pais ausentes e pelo pequeno rato Flash, que Flock insistia em levar na aula. Leah era uma das garotas populares da sala, que por algum motivo não fazia pouco do pequeno Flock e até o suportava na sala da aula, e com frequência, até fazia algum trabalho em dupla com ele, na verdade, ela punha seu nome e o deixava fazendo o trabalho.  Mas Flock não se importava, o perfume e a companhia de Leah eram o bastante para ele fazer os trabalhos e provas enquanto ca...

Pokéthulhu - O RPG

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Desde que o RPG surgiu, duas tendências de jogos surgiram com ele. Enquanto os jogos sérios buscavam criar caixas, com inúmeros acessórios e regras complexas, como o D&D, GURPS e Storyteller, uma segunda vertente surgiu de criar jogos paródias, com o mínimo de regras, quase que propositalmente regras falhas, com erros absurdos propositais, e que fazem paródias a algo. No Brasil o Defensores de Tóquio surgiu assim, mas sua regras acidentalmente tão bem amarradas, acabaram se tornando um jogo genérico (que serve em qualquer cenário de jogo), mesmo que o atributo inteligência, originalmente dado como, na versão 1 do jogo: "não tem, você já viu herói japonês usar a inteligência", e ficou assim até hoje. Não tem inteligência. Ponto. Um destes jogos paródias que eu simplesmente adoro é o Pokéthulhu, um jogo que mescla cultistas de Cthulhu que adoram e... colecionam (?!) os deuses ancestrais em seus bolsos com o objetivo único de... fazê-los lutar! É a mistura do absurdo d...

Conto: O ruminante

Ele sentiu o fardo pesado preso ao seu calcanhar esquerdo sem se dar conta do que era, foi só quando virou-se que notou a estranha bola de metal escovado, grande como fosse de futebol, presa por uma corrente. A corrente, larga, tinha a bola em uma ponta e a ele na outra. A principio indignou-se, como aquilo fora parar ali? Ainda mais de metal escovado, que todos sabem não combinar com terno chumbo! Mas ignorou, mandaria um e-mail a respeito disso a seus superiores quando voltasse a sua mesa, agora, que ele fazia mesmo? Foi só a picareta que o lembrou, ele estava no time de mineração hoje. Como isto aconteceu? Não se lembrava, lembrava-se apenas do instante que deu conta da bola de metal, como se aquilo tivesse lhe interrompido uma linha de pensamento e agora custava a lembrar qual era a mesma. Pensou em virar-se para perguntar a sua colega ao lado sobre o que estavam fazendo, mas antes da voz chegar à boca que abria-se em preguiça, um estalo e uma dor aguda se fizeram, em ordem, ouvi...

Rotas de Fuga ganha versão epub!

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Se você queria comprar meus contos deprimentes, mas o formato PDF era ainda mais deprimente para você, agora seus problemas acabaram! Hoje estamos lançando o formato EPUB / MOBI do livro de contos mais triste de Horácio Quiroga! Aproveite e venha se deprimir com a gente! Esconda objetos cortantes, fique distante de andares muito altos e compre agora mesmo esta coletânea que mistura emoções adolescentes e fatalismo barato. Esta oferta deve durar muito, mas ainda assim, se puder comprar agora, a casa agradece! Para comprar via Clube de Autores:  http://clubedeautores.com.br/book/139663--Rotas_de_Fuga Se quiser comprar por aqui mesmo, só jogar um dinheirinho lá na minha conta corrente: Banco Itaú, Agência 0161- CC: 63390-4 Luiz Emanuel S M Campos R$ 5.00 E me mandar o comprovante de depósito que eu te mando, por email, em até 24 horas, os três formatos: PDF, EPUB e MOBI. :D

Um conto de super herói: Batente

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Luiz Henrique da Purificação era uma pessoa comum. Aos 26 anos era magrelo, alto, tagarela e com tendências ‘nerds’. Odiava quando mexiam com ele, mais ainda: odiava sentir-se tão impotente diante de tantas coisas. Entre outras, quando via ‘nerds’ como ele sempre apanharem de valentões, cumprirem suspensão junto com os seus algozes e ainda apanharem do pai por se deixarem bater (e ai dele se tentasse se defender justo da surra do pai). Tirando isso, tudo corria bem ao Luiz Henrique, ou Henry, como era chamado pelos pais (visto que amigos que o chamassem assim não existiam). Henry tinha um bom emprego, era bem visto pelo patrão (trabalhadores excelentes, sem potenciais políticos, nunca se tornam chefes!), tinha sua graninha, um carro popular e pensava na aquisição de um financiamento de seu próprio apartamento. Ia até prestar concurso para o Banco do Brasil, para arrumar um emprego de maior estabilida...

Resenha: Anime RPG

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RPG, a sigla que forma este jogo deriva de Role Playing Game, ou jogo de interpretação de papéis. Já se perde em lendas e histórias a origem do jogo, tanto lá fora quanto seu início aqui no Brasil. Certo é que os primeiros jogadores no Brasil são chamados “geração-xerox”, em analogia ao fato de todos os livros serem importados, difíceis de se conseguir e caríssimos, então, quando alguém conseguia um... O tempo passou e o que deixou o RPG mais famoso, infelizmente, não foi o fato de que o jogo desenvolve a comunicação, a criatividade e o hábito da leitura. O que deixou o jogo famoso foi uma morte mal associada à um grupo de jogadores de RPG, ocorrida em Ouro Preto, MG. Chegou-se a gritar aos quatro ventos que o jogo deveria ser proibido no Brasil, que era coisa do demônio, etc. Para piorar, era ano de eleição, o que fez muitos vereadores comprarem a briga contra o jogo “destruidor de lares”.  Mas o tempo passou, os jogadores de Ouro Preto se mostraram não relacionados ao incid...